21 janeiro 2012

Dica de quem sabe

A dica de sábado é de Adriana Calcanhoto: “Não deve adiantar grande coisa permanecer à espreita/No topo fantasma da torre de vigia...”

20 janeiro 2012

Aniversário de George Braga, domingo

Amig@ chama amig@ e nos juntamos todos para comemorar o aniversário de George Braga. No Catamarã, domingo, das 11 horas em diante. Vamos lá?

Bom dia, Graça Graúna

Retratos

Saúdo as minhas irmãs
de suor papel e tinta
fiandeiras
guardiãs,
ao tecer o embalo
da rede rubra ou lilás
no mar da palavra
escrita voraz.

Saúdo as minhas irmãs
de suor papel e tinta
fiandeiras
tecelãs
retratos do que sonhamos
retratos do que plantamos
no tempo em que nossa
voz era só silêncio.

Financiamento da educação: desafio que perdura

No Vermelho:
Investimento público em educação fica em 5,1% do PIB em 2010
. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) divulgou em seu portal na internet os dados do investimento público em educação de 2000 a 2010. As estatísticas apresentadas demonstram que o investimento público alcançou 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2010 – aumento de 1,1 ponto percentual nos últimos dez anos.
. Desde o início da série histórica produzida pelo Inep, o patamar do investimento público em educação em relação ao PIB cresceu de 3,9% em 2000 para 5,1% em 2010. Isso significa que, em uma década, o Brasil ampliou em 1,2 ponto percentual do PIB os recursos aplicados em educação.
. Em 2010, o patamar ficou praticamente em relação ao ano anterior, pois o crescimento foi de 0,1 ponto percentual. Os dados serviram de instrumento para entidades, como a União Nacional dos Estudantes, reforçarem a defesa da proposta da aplicação de 10% do PIB em educação.
. A definição vai se dar na aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que está em tramitação na Câmara dos Deputados. O projeto apresentado pelo governo previa o aumento dos gastos em educação até que se atinja 7% do PIB no prazo de dez anos – um incremento de 1,9 ponto percentual em relação ao patamar atual.
. Leia mais http://goo.gl/fQANb

O PCdoB e as eleições no Recife: vale a pena relembrar

Da Resolução Política da Conferência Municipal
• Na atualidade, o objetivo central do PCdoB - e da Frente Popular no Recife – é seguir adiante no ciclo de transformações em curso desde a primeira gestão do prefeito João Paulo, a partir de 2001, e elevar o desempenho político e administrativo do governo atual a um novo patamar.
• O atual governo guarda linha de continuidade com as duas gestões consecutivas que o antecederam e renova a agenda administrativa em função das oportunidades e desafios decorrentes do desenvolvimento econômico atual do Estado. Está inserido no contexto da Frente Popular, campo de forças políticas e sociais que dá sustentação aos governos Eduardo Campos e Dilma Rousseff.
• Orienta-se por um Programa cujos eixos centrais – desenvolvimento econômico; desenvolvimento urbano e ambiental; políticas sociais e gestão democrática – e as políticas públicas setoriais deles decorrentes, correspondem à inserção dinâmica do Recife no contexto estadual e aos desafios fundamentais da promoção do direito de todos a uma cidade saudável.
• Os comunistas consideram indispensável o imediato aprimoramento dos procedimentos políticos e administrativos, no interior do governo e da coalizão partidária, visando a conquistar maior capacidade operativa e a dar mais consistência à unidade e à coesão das forças coligadas – fatores decisivos para a satisfação das necessidades e dos anseios da população, a consolidação da atual correlação de forças favorável e à vitória eleitoral em 2012. Governo de todos, com prioridades estratégicas em favor da maioria; capaz de otimizar recursos humanos, materiais e organizacionais; assentado em pacto social e político dinâmico, no qual as forças que o sustentam tenham voz e condições de contribuir plenamente para o seu êxito.
• O PCdoB teve participação relevante na eleição do prefeito João da Costa, em 2008; aprova o programa de governo; tem presença ativa na administração, conduzindo com brilho e eficiência a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico e a autarquia de saneamento Sanear; e integra a bancada governista na Câmara Municipal.
• Considera-se, assim, corresponsável por esse projeto político-administrativo e segue adotando postura propositiva e ao mesmo tempo crítica, no interior do governo e da Frente Popular, sempre inspirado em sólido compromisso de lealdade e solidariedade.
• Considerando que o cenário das eleições de 2012 ainda está por se desenhar e importantes variáveis passarão a atuar a partir dos primeiros meses do ano vindouro, o PCdoB prioriza, nas atuais circunstâncias, a construção da unidade em torno de uma candidatura majoritária única, sem entretanto descartar nenhuma outra alternativa tática que venha a ser pactuada na Frente Popular.
• Desde já o Partido constrói chapa própria de candidatos e candidatas a vereador, competitiva e apta a eleger bancada.

Opiniões via e-mail

Personalismo
De Fernando Costa: “Acompanho o noticiário da política e acho que algumas coisas entendo bem e outras no mínimo me deixam incomodado. Em duas capitais importantes, São Paulo e Recife, todo mundo diz que se Serra não for candidato o PSDB está ferrado e em Recife é João Paulo, que pode salvar a gestão do PT, pois o prefeito João da Costa não vai bem na população. Até quando ficaremos a mercê de personalidades, que por mais importantes que sejam não podem ser mais importantes do que seus partidos? Isso é personalismo, na minha opinião.”

- Fernando, sugiro que você acompanhe e participe da luta pela reforma política. Aqui mesmo no blog tem vários artigos meus sobre o assunto e também no portal Vermelho.

*

Bla bla bla demais
De Brígida Mercedes: “Deputado, me desculpe se eu estiver errada, mas acho que tem muito bla bla bla na política e pouca coisa realmente do interesse da gente que vota em cada eleição e fica só de olhar... Vejo muita gente dizer que ser prefeito, mas sem mostrar suas ideias, quando devia ser o contrário, mostrar as ideias e justificar o motivo de querer governar a cidade. Os fulanos e os sicranos têm a obrigação de dizer quais as soluções que querem apresentar quando forem governar para os problemas que aperreiam a gente no dia a dia.”

- Em certa medida, Brígida, você tem razão. Isso mudará a partir de quando os programas e as propostas dos partidos forem colocados em primeiro plano – o que depende, em minha opinião, de uma reforma política. Para os cargos no Legislativo, por exemplo, se valesse o voto em lista pré-estabelecidas pelos partidos, como acontece em muitos países, o eleitor olharia em primeiro lugar o que o partido defende e depois verificaria os nomes constantes na lista, que avalizam as ideias do partido.

Tem celular demais
De Aristeu Fonseca: “Vi na televisão que estatisticamente para cada 1 brasileiro tem 2 linhas de celular. Será por isso que a gente não consegue ter uma comunicação boa, sempre as ligações falham e tem muito lugar que nem ligação a gente consegue? Eu acho que sim e espero que a comissão da Assembleia Legislativa esclareça esses problemas e também o motivo de a gente pagar tão caro e não ter o serviço que precisa.

- É por aí, Aristeu. O assunto é complexo. Agora em fevereiro, na reabertura dos trabalhos legislativos, a CPI da Telefonia Móvel voltará a funcionar. Acompanhe.

19 janeiro 2012

Cautela, paciência e flexibilidade só fazem bem

Todos os caminhos podem dar na unidade
Luciano Siqueira

Publicado no Joirnal da Besta Fubana
Nem precisa ir longe, basta uma olhada rápida na multifacética cena política municipal de Pernambuco. Cada lugar tem o seu modus faciendi, o seu tempo e o seu cenário próprio. Mas em todos onde as coisas já caminham para uma definição ou sinalizam nessa direção, a flexibilidade é a tônica – da parte da força hegemônica, da parte dos coprotagonistas.

Vale para as forças que se perfilam na base de sustentação dos governos Eduardo e Dilma, vale para as forças de oposição. Inclusive em municípios onde há, por razões locais, uma mescla de legendas que divergem em plano estadual ou nacional, mas se aglutinam em torno de um projeto comum.

Flexibilidade é obviamente o inverso da rigidez. Comporta a hipótese principal e outras hipóteses, pois seguro morreu de velho e em política nunca se deve trabalhar apenas com uma alternativa, cabe sempre considerar saídas se as coisas não se concretizarem a contento e em tempo hábil.

Não é uma tese, e sim a observação empírica que tem se firmado ao longo dos anos com clareza inequívoca. Mas no meio do caminho da flexibilidade tem um elemento a considerar: a correlação de forças. Considerar as forças em presença e suas potencialidades de evolução – tanto na situação como na oposição -, e a possibilidade de deslocamento de parcelas significativas do eleitorado é imprescindível. O líder do movimento que marcou a História da Humanidade a partir do início do século XX, a Revolução Russa, Lenin, dizia que a alma da política é a tática e a essência da tática está na correlação de forças.

Se assim é, ponto para a combinação da firmeza de propósitos com a flexibilidade tática. Errado pensar, por exemplo, que o caminho para a unidade da Frente Popular no Recife se restringe a uma única e irrecusável vereda. Depende da busca real de entendimento, em tempo hábil. Depende da abertura de todos os atores a ouvir as razões de cada um e considera-las em princípio legítimas. Depende da busca efetiva da união em torno de um projeto político e administrativo atualizado.

O comentário me parece oportuno, ainda que se faça no limbo que é o período pré-carnavalesco, que antecede o momento em que efetivamente os partidos haverão de se reunir para firmarem compromissos e estabelecerem o entendimento. Oportuno inclusive para conferir a todas as conjecturas, mesmo as menos prováveis, a legitimidade decorrente do direito à voz própria de cada partícipe.

Na Frente Popular, a tendência natural é a aglutinação de forças em torno do nome que o PT venha a indicar, mas pode surgir outra alternativa tática. Na oposição, pelo menos pelo que se lê nas folhas, tanto pode se formar um bloco único como um misto de duas ou três candidaturas. Nenhuma das soluções tirará pedaço de ninguém e todas serão submetidas a quem define o resultado final, o eleitor. Logo de primeira ou em dois turnos.