16 abril 2026

Boa notícia

Economia cresce 0,6% em fevereiro e alcança maior patamar da história
Prévia do PIB foi puxada pela indústria e superou as expectativas do mercado ao mostrar a força da economia nacional mesmo com o cenário mundial desafiador, indica o IBC-Br
Murilo da Silva/Vermelho    

A economia brasileira cresceu 0,6% em fevereiro, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). O resultado divulgado nesta quinta-feira (16) mostra que o desenvolvimento econômico nacional segue forte, o que contraria as expectativas do mercado financeiro, representado por analistas da Avenida Faria Lima (SP), que estimavam um crescimento menor, de 0,47%, de acordo com a Reuters.

O IBC-Br é chamado de “prévia do PIB”, pois acompanha o desempenho da economia pelos meses, sendo um ‘termômetro’ do crescimento do país. Com os dados de fevereiro, o país alcança o quinto resultado positivo seguido no índice, o que demonstra a resiliência nacional mesmo com a permanência de desafios globais, que incluem tarifas comerciais e conflitos armados.

O resultado de 0,6% de fevereiro foi puxado principalmente pela indústria, que cresceu 1,2% em comparação ao mês anterior, enquanto os serviços cresceram 0,3% e a agropecuária, 0,2%. No trimestre encerrado em fevereiro de 2026, houve crescimento de 1,1% em relação ao trimestre terminado em novembro de 2025. Em 12 meses, a prévia do PIB marca 1,9%.

Patamar histórico

Com o resultado atual, o IBC-Br chegou, em fevereiro, ao maior nível da série histórica (iniciada em janeiro de 2003) ao marcar 110,9 pontos e superar o recorte anterior de abril de 2025, quando esteve em 110,5 pontos.

A pontuação com ajuste sazonal é um número absoluto calculado pelo Banco Central com base numa régua a partir de 100, que é a média do ano-base (2022).

Momento positivo e volta ao top 10 do PIB mundial

Mesmo que a prévia do PIB não tenha captado os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a economia brasileira, considerando que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã começou no dia 28 de fevereiro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) já fez sua análise e, ao contrário daqueles que insistem em construir um cenário catastrófico em ano eleitoral, elevou a expectativa para o crescimento econômico do Brasil de 1,6% para 1,9% neste ano.

Com esse crescimento, o Fundo projeta que o Brasil irá superar o Canadá na décima posição entre as maiores economias do mundo, com a previsão de alcançar um PIB no valor de US$ 2,64 trilhões, em 2026. Já o Canadá tem previsão de crescimento de 1,5%, alcançando US$ 2,51 trilhões.

A análise do FMI é mais um sinal de que o governo brasileiro tem feito a lição de casa. Como sempre brinca o presidente Lula, em tom de ironia, “ele tem muita sorte”, já que a mídia e o mercado financeiro não admitem que seu governo tem sido extremamente hábil na condução do país, sempre superando as expectativas.

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Foi assim em todos os anos do atual mandato, com crescimento econômico sempre acima do esperado pelos analistas de mercado, registrando PIB de 3,2%, em 2023, de 3,4%, em 2024, e de 2,5%, em 2025, segundo o IBGE.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou a correção feita pelo FMI: “Em meio às tensões geopolíticas globais, o Brasil mostra que é possível crescer com estabilidade e estratégia. O Fundo Monetário Internacional reduziu as projeções de crescimento para diversas economias afetadas pelo cenário de guerra”.

As revisões para outros países fizeram o FMI rebaixar a previsão para o PIB mundial de 3,3% para 3,1%.

Ainda segundo o ministro, o crescimento de 1,9% para o Brasil está alinhado ao mercado (1,85%, segundo o Boletim Focus) e acima da estimativa do Banco Central.

“Esse resultado reforça que estamos no caminho certo: responsabilidade fiscal, crescimento sustentável e soberania econômica caminham juntos”, afirmou Durigan.

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