A paciência que me falta
Luciano
Siqueira
Tudo bem, há uma consciência quase unânime de que hoje a comunicação
digital supre, em boa medida, a precariedade das relações humanas.
Daí proliferarem grupos no WhatsApp feito erva daninha.
Tudo bem. Já que não podemos nos encontrar em torno de uma tulipa de chope
ou uma boa rodada de café cremoso, que nos falemos através de mensagens
escritas no celular.
Mas nem tudo é simples. Na verdade, predomina uma tremenda
dispersão.
O grupo é formado para discutir determinado tema e logo é tomado por
saudações de toda espécie e até piadas de mau gosto.
Quem aguenta?
Confesso-me absolutamente incapaz de sobreviver à Babel, inclusive
porque não me interessam detalhes da vida pessoal de ninguém.
Se vamos debater determinado tema, o foco é indispensável. Ou não?
A um partido político feito o PCdoB, o grupo no WhatsApp pode cair como
uma luva, desde que escoimado de quinquilharias e bobagens.
Organismos partidários podem sustentar, em tempo real, a indispensável
reflexão acerca da orientação partidária vigente aplicada à realidade concreta
em que militantes atuam.
O mesmo para núcleos dirigentes de organizações sindicais e populares.
Porém quando no grupo cabe tudo, sem nenhum filtro, com todo o respeito
ao espontaneismo anárquico dominante, estou fora — por absoluta falta de
paciência. E porque tenho mais que fazer.
Qual a sua opinião? Assine seu comentário para
que possamos publicá-lo.
Planos a longo prazo, sim https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/03/minha-opiniao_4.html

Nenhum comentário:
Postar um comentário