Objetivos
convergentes e também distintos
Luciano Siqueira
Nem tudo que os Estados Unidos e Israel
pretendem na guerra contra o Irã cabe no mesmo escaninho. Alguns sim, outros
não - anoto do noticiário disponível na grande mídia.
Há uma aliança estratégica profunda, mas também nuances diferenciadas tanto quanto a objetivos como à tolerância ao risco.
A aliança EUA-Israel contra o Irã se
justifica por propósito de segurança comuns e na inimizade com o regime
iraniano.
Como se sabe, o pretexto para o ataque conjunto é impedir que o Irã desenvolva ou adquira armas nucleares.
Mais: ambos miram grupos como o Hezbollah no Líbano, o Hamas em Gaza, militantes xiitas no Iraque e os Houthis no Iêmen, tidos como ameaças diretas à segurança de Israel e demais aliados regionais dos EUA.
Nesse ambiente de convergência e discrepância, Israel nem sempre coordena todas as suas ações com os EUA, particularmente operações secretas ou ataques atribuídos contra instalações ou pessoal iraniano na Síria ou no próprio Irã.
É como que enquanto Israel concentra seus
objetivos na autodefesa e em cobiças regionais, os EUA se veem forçados pelas
circunstâncias a considerarem razões de natureza geopolítica global, onde
visível é a decadência da outrora única superpotência dominante e a ascensão da
China.
[Ilustração: Gargallo]
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Irã: os povos e a paz podem vencer https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/editorial-do-vermelho_067469783.html

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