29 novembro 2020

João Campos

Veja o último programa da Frente Popular do Recife na campanha João Campos 40.

O sentido da luta

Ganhar no Recife, completar a vitória!

Renildo Calheirtos


A batalha de Recife ocorre entre dois candidatos do mesmo campo. Poderia ser um debate rico em ideias e projetos, fortalecendo a democracia, não foi.

Nosso apoio a João Campos é uma escolha consciente, debatida, e se estabelece desde o primeiro turno. Trabalhamos pelo fortalecimento da Frente Popular e Democrática em Pernambuco, não é de agora. Construímos juntos o programa e as propostas buscando políticas públicas que melhorem a Cidade e a vida das pessoas.

João Campos é o candidato mais preparado, mais competente e representa a unidade de vários setores e partidos, PSB, PCdoB, PDT, MDB, PP, Rede, PV, PROS, AVANTE, Republicanos, PSD.

A Frente Popular é uma construção política ampla, enraizada no estado, com um núcleo consistente. O PT havia decidido em âmbito Municipal e Estadual pela participação na Frente Popular, decisão modificada pela Direção Nacional, que respeitamos.

Setores ligados a "direita orgânica" em PE apoiam nossa adversária. Não querem a vitória dela, e sim, a nossa derrota. Acreditam que ficaria melhor para seus interesses políticos. Significaria a desorganização de um campo Democrático, a Frente Popular, articulada em Pernambuco e referência para o Brasil.

Precisamos eleger prefeitos que compreendam a importância de juntar forças para defender a democracia, barrar o fascismo e mudar o país.

A vitória de João Campos será, acima de tudo, o triunfo de uma política de "Frente". Será a afirmação e a confirmação de uma maneira de encarar os desafios no atual momento. A eleição de Recife interessa a todos nós, pela importância e pelo conteúdo.

João Campos 40!

Vamos á Vitória!

Renildo Calheiros (Deputado Federal - PCdoB-PE)

Veja: Partidos políticos são necessários https://bit.ly/38YmQTT

28 novembro 2020

Palava altiva de Luciana Santos

Luciana Santos: Ataques vazios rebaixam política e desqualificam debate

O programa de governo da Frente Popular foi construído com nossa participação e com olhar voltado para as mulheres e para quem mais precisa de políticas públicas avançadas e inclusivas.

Luciana Santos, no Portal Vermelho

 

O clima nessas eleições no Recife está extremamente radicalizado. Paradoxalmente, o que deveria ser motivo de comemoração — as candidaturas da direita não terem ido ao segundo turno — virou uma disputa fratricida no nosso campo. Nessas situações, o diálogo se torna difícil, quase impossível. Mas é justamente nesses momentos que se precisa fazer o bom debate e conversar sobre nossas posições de maneira franca. É assim que fortalecemos a democracia.

Nos últimos dias, tenho visto um número absurdo de comentários em minhas redes sociais, com um nível de ataques que não lembro existir nem no período mais crítico em que se tramava o golpe contra Dilma. São comentários que me dizem para ficar “calada”, que tentam desmerecer uma posição política pensada, construída coletivamente e que leva em consideração não só uma luta histórica, mas um esforço contemporâneo pela unidade e pela amplitude. Comentários eivados de machismo, misoginia, desinformação e falta de respeito por nossa trajetória. É o ônus, eu sei, de quem tem vida pública e defende suas posições sem tergiversações nem vacilos. Estou acostumada a encarar com firmeza esse tipo de comportamento, desde a minha primeira candidatura a prefeita de Olinda. E, embora me decepcione por recebê-los de outras mulheres e de pessoas que deveriam estar empenhadas na construção de costumes menos preconceituosos, eu compreendo como fruto desse momento.

É nesse ambiente, marcado ainda por um jeito ultrapassado de fazer política e incensado por uma campanha de ódio e intolerância, que vimos cartazes apócrifos contra a candidatura de Marília Arraes. Cartazes esses que foram motivo de denúncia do próprio João Campos, para que se apure e puna quem os produziu. Do mesmo modo, foram distribuídas peças atribuindo à ministra Ana Arraes, avó de João Campos, ataques nunca feitos ao neto e sua candidatura. Essas e outras ações condenáveis desqualificam a disputa, acirram os ânimos e fragilizam os esforços para, na política, construir o ambiente necessário para derrotar o bolsonarismo, maior desafio que está posto ao campo progressista.

Não aceito nenhuma dessas ações como naturais e luto contra isso em qualquer espaço em que estiver!

Entre todas as agressões, as que mais me causam indignação são aquelas contra a vida privada de pessoas públicas, as que visam atingir seus familiares. Desde o primeiro turno, assistimos a uma deplorável campanha de ataques contra Renata Campos, que se intensificou nessa reta final. É notório o esforço de construção de uma imagem de alguém que concentra decisões, que age nos bastidores do poder, e que em nada se assemelha à verdadeira Renata. Economista e concursada do TCE, companheira leal de Eduardo, mãe zelosa de João, Eduarda, Pedro, José e Miguel, e militante política desde muito jovem, nas campanhas de Germano Coelho e de seu tio, Fernando Filho, Renata é uma mulher firme, inteligente e que tem opinião própria. É lamentável que sua figura e suas qualidades como companheira e mãe sejam deturpadas em fake news e criação de mitos baseados nos mais detestáveis estigmas do machismo e preconceito impregnado no imaginário coletivo.

Escrevo aqui como um desagravo a uma pessoa querida, que tem minha admiração e respeito. Mas, principalmente, como alguém que tem uma vida dedicada a dizer que lugar da mulher é na política e onde ela quiser, e construir isso na prática. Trabalhamos nesse sentido todos os dias. Assim como também combatemos a campanha para criminalizar a política, que ganha força com esses ataques vazios.

O programa de governo da Frente Popular foi construído com nossa participação e com olhar voltado para as mulheres e para quem mais precisa de políticas públicas avançadas e inclusivas. Nosso apoio a João Campos é baseado na certeza de que essa candidatura é a melhor para que sigamos avançando na construção de uma cidade cada vez mais desenvolvida, inclusiva, que ofereça oportunidades para todas as pessoas e uma qualidade de vida melhor para nossa gente. É essa candidatura que terá mais condições políticas para, no futuro, construir frentes mais amplas contra essa agenda antipovo e antinacional que impera no Brasil, uma vez que o núcleo orgânico do reacionarismo pernambucano se articulou em torno da candidatura de Marília.

A luta contra o machismo, a misoginia e a violência física, simbólica e política contra as mulheres não pode ser apenas um discurso. Precisa ser um compromisso, assumido na prática e sob qualquer circunstância. Tenho certeza que essa é a luta que travo todos os dias, nem sempre estampada nas redes sociais. Que esse processo eleitoral possa ser um exercício para todos nós e que, diante de um exame minucioso de consciência, possamos sair dele com capacidade para distinguir críticas de ataques pessoais. Que tenhamos condições de exercitar e dar sentido a duas palavras tão bonitas, tão usadas e tão pouco praticadas: sororidade e empatia.

Veja: Partidos políticos são necessários https://bit.ly/38YmQTT

Desgoverno

- Li na Folha agora

- O quê?

- “Se tivesse autoridade, daria auxílio emergencial para quem tem acima de 65 anos, diz Bolsonaro”.

- Patético! Ora ele diz que pode tudo, ora diz que pode nada...

- E o Brasil segue desgovernado.

Capacho

Bolsonaro completa 20 dias sem parabenizar Biden por vitória nos EUA. Continua aguardando novas instruções de Trump.

Para inspirar o fim de semana

Veja: A literatura é uma agulha na estupidez https://bit.ly/3nvQiVq

Resistência altiva

Ativismo contra a violência e o machismo

Glauce Medeiros*

 

No período de 25 de novembro (Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres) até o dia 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos), mais de 150 países se engajam na campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher. Esse movimento, surgido em 1991, quando 23 mulheres de diferentes nações, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres, lançaram a campanha para promover o debate e denunciar​ ​as​ várias​ ​formas​ ​de​ ​agressões sofridas, também ressoa no Recife. A prefeitura, através da Secretaria da Mulher, se engaja na missão de esclarecer o público sobre as causas e formas de violência e estimular as vítimas a quebrar o silêncio, denunciando o agressor.

Este ano, em virtude da pandemia do novo coronavírus, não poderemos promover aglomerações, mas não deixaremos de distribuir materiais informativos sobre os serviços oferecidos pelo município, voltados a acolher mulheres vítimas de violência. Também vamos promover campanha em nossas redes sociais e realizar lives com especialistas sobre temas como violência institucional, violência na pandemia e violência contra mulheres negras. Todas essas iniciativas têm como principal objetivo esclarecer as mulheres e mostrar que elas não estão sozinhas nessa luta.

O município dispõe de serviços como o Centro de Referência Clarice Lispector, com equipes multidisciplinares, compostas por advogadas, assistentes sociais, psicólogas e educadoras, para acolher e encaminhar mulheres ao atendimento que necessitam. O centro dispõe de um serviço de whats app 24 horas (99488.6138), pelo qual a mulher poderá pedir ajuda a qualquer hora. A Secretaria da Mulher também tem salas nos Compaz, onde essas equipes multidisciplinares prestam atendimento.

Há ainda o Centro de Atenção à Mulher Vítima de Violência, o Sony Santos, que funciona 24 horas no Hospital da Mulher, oferecendo inclusive exame de corpo de delito para evitar o deslocamento da vítima de violência sexual até o Instituto de Medicina legal (IML).

É importante ressaltar que, além de acolher a mulher agredida, precisamos combater as causas dessa violência. Ela se origina no machismo que perpassa todos os setores da sociedade, em um país onde uma mulher é estuprada a cada oito minutos e morta a cada sete horas, segundo pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Não há outra forma de deter essa escalada brutal a não ser lutar para desconstruir esse ambiente no qual a violência contra a mulher é naturalizada, favorecendo a impunidade do agressor. Onde não há igualdade de gênero nem respeito às diferenças, não pode haver democracia plena.

*Secretária da Mulher do Recife

Veja: A literatura é uma agulha na estupidez https://bit.ly/3nvQiVq