América Latina, alvo de Trump
Luciano Siqueira
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Ainda que enredado em competição com a ascendente China e a guerra contra o Irã e outros conflitos mundo afora, Donald Trump dá mostras de que a América Latina está em seu radar, alvo de pretensões imperialistas.
Analistas norte-americanos críticos da conduta de Trump pontuam razões para que seu governo aja assim. Dentre as quais, a ânsia por ostentar “vitórias” e contrastar com insucessos na guerra contra o Irã, em particular, e a acentuada queda de apoio interno à sua gestão.
Apenas 35% dos norte-americanos consideram boa a gestão Trump, segundo pesquisas recentes – tanto pelo desgaste causado por suas aventuras externas agressivas, como pelo agravamento da situação interna econômica e social. Inflação combinada com a alta de cerca de 50% no preço dos combustíveis - e toda a cadeia negativa daí decorrente - contribuem para as previsões negativas relacionadas com as eleições parlamentares, que poderão alterar negativamente a correlação de forças no parlamento.
A América Latina entra no radar com a possibilidade de algum êxito diplomático e político – segundo critérios trumpistas -, sobretudo em relação a Cuba - que ameaça com intervenção militar - e mesmo ao Brasil, via sanções econômicas.
A retomada do tarifaço sobre produtos importados do Brasil se insere nesse contexto. Entretanto, qual bumerangue, reacende a consciência anti-imperialista em nosso país justamente na oportunidade das eleições gerais.
A bandeira da soberania nacional estabelece divisor de águas nítido entre o presidente Lula e o atual candidato prioritário da extrema direita Flávio Bolsonaro, reforçando o apoio ao presidente.
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