Quem ganha o quê?
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
O que Donald Trump diz nunca se deve
escrever. Muda de ideia como quem muda de camisa – e diz o que não deve através
de redes sociais, atropelando inclusive as relações diplomáticas.
Anuncia mais uma vez um pacto entre os
Estados Unidos e o Irã para por fim à guerra. Parece que desta vez é verdade. Só
que mesmo analistas ianques o consideram uma solução frágil que não garante a
paz a longo prazo. O desenho da trégua imediata não soluciona as causas
profundas dos conflitos regionais e específicos territoriais históricos.
Quem ganha e quem perde? Críticos norte-americanos
de Trump dizem que a trégua está concebida de modo a dar uma vitória estratégica
ao Irã e à sua rede de aliados e milícias guerrilheiras.
O Irã segue, assim, uma potência média influente
dotada de considerável capacidade operacional. Um ator central no tabuleiro
geopolítico regional.
Além disso, revelam-se os limites da capacidade
de dissuasão dos Estados Unidos em relação aos seus aliados na região.
Coisa de superpotência em declínio.
[Ilustração: Iván Lira]
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