Considerações oportunas
Luciano
Siqueira
Sempre nos
trazendo reflexões procedentes e oportunas, Celso Pinto de Melo propõe uma reflexão
crítica sobre o debate eleitoral e a facilidade com que discursos de ruptura
institucional ganham espaço na política brasileira em artigo no Jornal GGN https://jornalggn.com.br/opiniao/melo-o-que-estamos-autorizando-o-proximo-presidente-desfazer/
Usa
o conceito de "criação destrutiva" e o desmonte de estruturas
estatais e garantias constitucionais como método de governo.
Recupera
a famosa declaração de Jair Bolsonaro em 2019 de que era preciso “desconstruir
muita coisa para depois começar a fazer” .
Anos
depois, esse método de desmonte como pré-requisito político precisa ser
reavaliado criticamente, indagando o que de fato havia sido construído desde a
Constituição de 1988 que a direita agora busca remover.
Experiências autoritárias e ultrarreacionárias de
governos direitistas são tomadas como referência, a exemplo de Javier Milei (Argentina) e Nayib
Bukele (El Salvador) O pressuposto é que soluções extremadas ganham apelo
popular pela frustração social real diante de crises crônicas (como segurança e
inflação).
Sublinha que a retirada de serviços e direitos essenciais
deixa um "vazio" que é ocupado por interesses privados, milícias ou
poderes informais.
Assinala que a destruição de pactos sociais, ciência, soberania e
direitos não é facilmente reversível. Mudar alíquotas ou leis é simples; reconstruir
instituições e a confiança social destruída pode levar gerações.
Flávio Bolsonaro quer entregar terras raras aos Estados Unidos https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/entreguismo-sem-limites.html

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