Condição para a soberania nacional
Luciano Siqueira
O professor e
pesquisador Celso Pinto de Melo, da Universidade Federal de Pernambuco, aborda
elementos fundamentais para a soberania das nações em seu ensaio "Do Sputnik ao silício",
publicado no Jornal GGN https://jornalggn.com.br/artigos/do-sputnik-ao-silicio-por-celso-p-de-melo/#goog_rewarded
Destaca como a
União Soviética exibiu enorme força tecnológica ao lançar o Sputnik e Yuri
Gagarin no espaço, bem como ao alcançar a paridade nuclear com os EUA, mas falhou na
revolução digital dos semicondutores. O erro foi concentrar nos "grandes
projetos" fechados e na cópia de arquiteturas externas (como o IBM System/360 ), em vez
de criar um ecossistema de inovação contínua e cumulativa.
Observa que diferente de
grandes projetos estáticos (como bombardeiros ou programas espaciais), a
indústria de semicondutores e silício exige inovação dinâmica e permanente.
Diferentemente,
o modelo adotado pela
China, que superou a fase de imitação ao estruturar um ecossistema tecnológico
integrado entre Estado, mercado e universidades.
O Brasil, por seu turno, apesar de ter desenvolvido
uma comunidade científica sólida e universidades de excelência, ainda enfrenta
o desafio histórico de integrar a pesquisa científica ao setor industrial e de
mercado.
Nesse desafiante contexto, o valor
real de um ecossistema tecnológico não está em produzir isoladamente um produto
(seja um chip, um avião ou um algoritmo), mas na capacidade institucional de "colocar o conhecimento em movimento"
e gerar continuamente as próximas gerações de inovação.
Leia também: Marie Curie no Brasil e as contradições da modernidade https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/historia-ciencia.html

Nenhum comentário:
Postar um comentário