23 setembro 2026

Pesquisa AtlasIntel/Blomberg

Lula cresce e lidera com 46,3% dos votos válidos em 1º turno, aponta AtlasIntel
No segundo turno, e também considerando apenas os votos válidos, Lula vai a 50,2% contra 49,8% de Flávio, de acordo com pesquisa AtlasIntel/Bloomberg
Priscila Lobregatte/Vermelho    

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 46,3% das intenções de voto no primeiro turno contra 43,9% de Flávio Bolsonaro (PL), considerando apenas os votos válidos, de acordo com pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23).

Nesse cenário, Renan Santos (Missão) aparece com 4,6%; Augusto Cury (Avante) com 2,1%; Ronaldo Caiado (PSD) 1,4% e Zema (Novo), 0,9%. Outros nomes somam 0,8%.

A aferição apenas dos votos válidos — com o descarte dos brancos, nulos e dos que não sabem — tende a aproximar o resultado da medição ao da contagem oficial para a proclamação do resultado eleitoral. Esse cenário costuma ser usado pelos institutos de pesquisa conforme se aproxima o dia do pleito, quando o eleitor tende a ter mais certeza sobre sua escolha.

Considerando todos os votos, Lula permanece à frente, com crescimento frente ao levantamento anterior, de 17 de setembro. Naquele momento, ele marcava 44,1% e agora, tem 45,8%. Flávio Bolsonaro passou de 41,7% para 43,4%.

No segundo pelotão, mas bem abaixo, Santos tem 4,5%; Cury 2,1%; Caiado 1,3% e Zema, 0,9%. Demais candidatos somam 0,8%, enquanto brancos e nulos ficam em 0,7%; os que não sabem são 0,5%.

Para o cenário mais factível de segundo turno e contabilizando apenas os votos válidos, Lula vai a 50,2% contra 49,8% de Flávio.

Considerando o universo total de intenções de voto, o presidente tem 47,7% (tinha 46,8%) e o senador, 47,4% (antes, 47,2%). Nesta situação, os brancos, nulos e os que não sabem somam 4,9% — eles eram 6% na pesquisa anterior.

Imagem e rejeição

A pesquisa também mediu a imagem de um conjunto de líderes políticos, inclusive alguns que não disputam cargos. O presidente ficou no topo da lista em relação à imagem positiva, com 46%. Outros 53% o vêem de forma negativa e 2% não souberam dizer. Os índices são os mesmos no caso de Jair Bolsonaro (PL), que está preso por tentativa de golpe.

Quanto a Flávio Bolsonaro, a imagem positiva é menor do que a de Lula, marcando 44%, enquanto a negativa vai a 55%, com 1% não sabendo responder.

Os nomes com pior imagem são os dos presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O primeiro tem 3% de avaliação positiva e 82% de negativa; outros 15% não souberam dizer. O segundo também aparece com 3% de boa imagem e 76% de ruim; 21% não souberam dizer.

No quesito rejeição — ou seja, em quem o entrevistado não votaria de jeito nenhum — Lula tem 51,6% ante 50,6% de Flávio Bolsonaro.

A pesquisa foi feita com 5.015 pessoas, entre 17 e 22 de setembro, com recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual e tem 95% de confiança.

Na reta final detalhes importam https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/minha-opiniao_01182604884.html 

Postei nas redes

Influenciadores trumpistas divulgam propaganda paga a favor de Flávio Bolsonaro e de bets. Com a palavra, o TSE. 

Militantes digitais https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/minha-opiniao_0905367849.html 

Trump decadente

Aprovação de Trump cai a 33% e atinge menor nível de seu governo nos EUA

Pesquisa aponta piora na avaliação da economia e do custo de vida; democratas abrem 7,5 pontos de vantagem na intenção de voto para o Congresso federal nas eleições de novembro
Lucas Toth/Vermelho  


A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 33%, o menor índice de seu atual governo, segundo pesquisa da Focaldata encomendada pelo Financial Times. 

O resultado representa queda de três pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. A pesquisa foi feita entre 28 de agosto e 1º de setembro com 1.914 eleitores registrados. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais.

O principal desgaste do líder da extrema direita mundial vem justamente na economia. 

Quase dois terços dos entrevistados afirmaram que os Estados Unidos seguem na direção errada, enquanto 57% disseram estar em situação financeira pior sob o governo Trump. No mês anterior, esse percentual era de 53%.

A alta do custo de vida atinge um presidente que voltou à Casa Branca prometendo justamente reduzir preços. Em meio à guerra contra o Irã, no entanto, os combustíveis e os bens de consumo ficaram mais caros nos EUA. 

Na sexta-feira (4), o diesel alcançou US$5,85 por galão, recorde histórico, segundo a associação automobilística AAA.

As tarifas impostas por Trump também enfrentam rejeição. A pesquisa mostra que 56% desaprovam a decisão de aplicar uma alíquota de 50% sobre cerca de US$20 bilhões em produtos canadenses. 

A medida provocou retaliação do Canadá e alimentou a expectativa de novos aumentos de preços para consumidores dos dois países.

A queda na popularidade do presidente norte-americano alcançou a própria base republicana. A aprovação de Trump entre eleitores de seu partido recuou de 74% para 72%, o menor nível registrado pela pesquisa. 

Na avaliação sobre emprego e economia, apenas 53% dos republicanos aprovam sua atuação — quase oito pontos a menos que no levantamento anterior.

Os números surgem a menos de dois meses das eleições legislativas de novembro. Os norte-americanos elegerão todos os 435 integrantes da Câmara dos Representantes e parte do Senado. 

A votação será um teste para seu governo e para o controle republicano do Congresso.

Na pergunta sobre intenção de voto sem nomes de candidatos, os democratas aparecem 7,5 pontos à frente dos republicanos. No levantamento anterior, a diferença era de cinco pontos.

A presença de Trump na campanha também pode se tornar um problema para seu partido. Quarenta e seis por cento dos eleitores disseram que o presidente dificulta a vitória de candidatos republicanos. 

Entre os independentes, 47% afirmaram que um apoio de Trump os tornaria menos propensos a votar no candidato endossado por ele.

Os fracassos de Donald Trump https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/potencia-decadente.html 

Fotografia

 

Luciano Siqueira

"A pulga, a ciência e a paz mundial" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/03/a-pulga-quem-diria.html 

Editorial do 'Vermelho'

Acabar com as bets! Pauta do povo ocupa centro da campanha de Lula
Ao tempo em que ocupa as ruas e redes, a campanha de Lula foca a vida concreta da população, demonstra que Flávio Bolsonaro está do lado dos ricaços e contra o povo
Editorial do 'Vermelho' 

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição entrou numa fase de maior conteúdo voltado para o povo, depois de um período em que a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) interditou o debate de temas que afetam diretamente o povo e o país. A campanha trouxe ao debate público o que é essencial: renda, trabalho, saúde, educação, direitos sociais, redução do endividamento, o direito do povo à paz e à segurança, fim do feminicídio, entre outras bandeiras.

É nesse terreno concreto, no eixo da vida real, que a campanha de Lula ganhou impulso, abordando temas como o reajuste do Bolsa Família, o anúncio, em breve, de medidas contra as bets, as chamadas canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde (SUS) e o problema do endividamento. São questões que falam diretamente ao cotidiano popular e recolocam a eleição diante daquilo que realmente importa para a vida das pessoas.

O reajuste do Bolsa Família já é fato. A partir de outubro, o benefício mínimo passará de R$ 600 para R$ 691, uma recomposição de 15,04%, enquanto o benefício médio estimado subirá de R$ 675 para R$ 777. O benefício por pessoa aumentará de R$ 142 para R$ 164, o Benefício Primeira Infância passará de R$ 150 para R$ 173 por criança e o Benefício Variável Familiar subirá de R$ 50 para R$ 58.

O Bolsa Família está presente nos 5.570 municípios brasileiros e alcança 19,29 milhões de famílias, com benefício médio de R$ 678,18 e repasses de aproximadamente R$ 13 bilhões no mês. Isso significa que a transferência de renda entra simultaneamente em milhares de cidades, bairros, pequenos estabelecimentos, supermercados, farmácias, feiras, padarias, transportes e serviços, circulando rapidamente em economias municipais nas quais uma parcela significativa do consumo depende da renda das famílias mais pobres.

Estudo do Banco Mundial divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Social mostrou que a expansão do programa produz efeitos positivos sobre o consumo, o emprego, a bancarização e a arrecadação tributária. A estimativa é de que R$ 5,8 bilhões serão injetados na economia em 2026 e cerca de R$ 22 bilhões a R$ 22,7 bilhões por ano em 2027 e 2028.

As medidas contra as bets completam esse movimento pelo outro lado. Se o Bolsa Família coloca dinheiro no bolso, a luta contra a disseminação das apostas pretende impedir que esse dinheiro seja drenado por uma perversa engrenagem associada ao endividamento e à vulnerabilidade financeira. Lula foi direto e inequívoco: “Se depender de mim, a gente fecha as bets.” Em outra passagem, questionou: “Se as bets causam o mal que a gente acha que causam, por que a gente não acaba com as bets?” “O lucro não pode estar acima da vida das pessoas”, resumiu a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Nádia Campeão, presidente em exercício do PCdoB, aplaude a decisão do presidente Lula de alertar o povo e mobilizar a sociedade brasileira contra as bets, asseverando que elas estão afetando gravemente as famílias brasileiras, em especial as mais carentes. “As apostas retiraram quase R$ 140 bilhões da economia do país e levaram o SUS a gastar mais de R$ 30 bilhões para cuidar de doenças como depressão e ansiedade”, afirmou.

O governo também estuda novas medidas para ajudar as famílias a sair do endividamento. A iniciativa dá continuidade ao Novo Desenrola Brasil, criado por Lula em maio. Essa nova fase, em elaboração, objetiva em vez de renegociar, quitar dívidas antigas, possivelmente, via Tesouro Nacional. Embora, ainda, sem data definida sinaliza o compromisso do presidente Lula de oferecer máxima ajuda para as famílias saírem do tormento das dívidas.

Sobre a disponibilização gratuita no SUS das chamadas canetas utilizadas no tratamento da obesidade, o governo prepara protocolo para utilização responsável dos medicamentos e trabalha também com a expansão da produção nacional, concorrência e redução dos preços, facilitando o acesso à saúde e potencializando a capacidade tecnológica do país.

Flávio Bolsonaro representa a negação dessa agenda. Ele, por exemplo, realiza uma verdadeira cruzada contra a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Opõe-se, ferrenhamente, a que o/a trabalhador/a tenha mais um dia de descanso. O partido dele, o PL, entrou na Justiça para derrubar o reajuste do Bolsa Família. Seu programa de governo não garante o aumento real do salário-mínimo, tampouco das aposentadorias. Deve ser desmascarado: se eleito, será o governo dos banqueiros e dos ricaços, contra o povo e os trabalhadores, isto é a essência de sua agenda neoliberal.

Integra a pauta do povo a defesa da soberania nacional, que hoje significa impedir que o Brasil e suas riquezas caiam nas garras de Donald Trump, pois Flávio Bolsonaro é um sabujo do presidente dos Estados Unidos, um traidor da pátria. Igualmente, o regime democrático é bandeira do povo. É na democracia que os trabalhadores e as forças populares usufruem das condições para se organizarem, reivindicar direitos, defender políticas públicas e decidir os rumos do país. Se eleito, Flávio Bolsonaro, tal e qual seu pai, que se encontra preso por tentativa de golpe, já explicitou que irá atacar as liberdades para impor um regime autoritário-ditatorial.

Nesta reta final do primeiro turno, a frente democrática e popular, em especial, as forças progressistas, devem ocupar com intensidade crescente, dia a dia, até quatro de outubro, as ruas e as redes, disseminando os compromissos de Lula, a pauta do Brasil e do povo para o futuro e desmascarando, num combate sem tréguas, Flávio Bolsonaro. A campanha deve, ainda, ter especial direcionamento ao eleitorado que oscila entre as duas principais candidaturas. A mobilização nacional marcada para o próximo domingo, dia 27, tem a importância de criar nas ruas e praças e nas redes um clima de vibração e entusiasmo que sinalize a possibilidade concreta de vitória. E que vá convocando, desde já, a necessidade de comparecimento maciço às urnas.

Brasil na resistência à onda neofascista https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/minha-opiniao_0863894061.html

Palavra de poeta

Solo da paixão
Antonio Cícero    

O solo da paixão não dura mais
que um dia antes de afundar, não mais
que esta noite ou esta noite e um dia
e o clarão da noite antes de amargar.
Um dia solar eu vou lhe entregar:
que ela sequestre o mundo por um dia
(um dia só será que já vicia?)
depois devolva  tudo: terra céu e mar.


[Ilustração: Albena Vatcheva]

Leia também "Em violino fado", poema de José Saramago https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/palavra-de-poeta_01034304464.html 

Sylvio: prepotência

Na ONU, enquanto o presidente Lula fazia um discurso equilibrado propondo o melhor desempenho da organização e busca da paz, Donald Trump, com a arrogância e a prepotência que lhes são peculiares, simplesmente ameaçava destruir o Irã .

Sylvio Belém 

Desempatar é urgente! https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/minha-opiniao_02008909635.html