26 julho 2021

Muito a esclarecer

Mau explicado e embaraçoso

Luciano Siqueira

 

Por mais que o próprio presidente da República procure se livrar do problema com uma afirmação simplória — a compra não se consumou, logo não houve corrupção — o caso da vacina indiana segue mau explicado e embaraçoso.

Agora sabe-se que a farmacêutica produtora da Covaxin rompeu o contrato com a suspeita empresa brasileira Precisa Medicamentos, como forma de se afastar das nebulosas tratativas de intermediação junto ao Ministério da Saúde.

O contrato de compra da vacina orçava 1,6 bilhão de reais, embutindo clamoroso sobrepreço, correspondente a vultosa propina que seria repartida entre espertos negociadores do próprio ministério.

Mas até agora o Ministério da Saúde tão somente havia suspendido temporariamente a negociação.

Entretanto, quando a farmacêutica indiana rompeu com a intermediária brasileira, de pronto o ministro da saúde,  Marcelo Queiroga,  suspendeu definitivamente a pretendida compra.

Certamente a CPI da Covid irá mais fundo no exame da farta documentação comprometedora exame com suas equipes de apoio técnico. Toda a verdade virá à tona.

Mas quer que seja os termos das conclusões da CPI, o que fica escancarado é o caráter corrupto e irresponsável da negociação, comitantemente com o atraso deliberado da aquisição de vacinas ofertadas por outras farmacêuticas.

O selo genocida gruda no governo Bolsonaro de maneira cada vez mais inapelável.

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Tema político, veja: Quem avisa que vai melar o jogo com tanta antecedência bom sujeito não é https://bit.ly/2TUCwlA

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