Nós e os bancos
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O artigo "Uberização bancária", de Fernando Nogueira da Costa (professor titular do IE-UNICAMP), publicado no portal A Terra é Redonda, e que reproduzi aqui no blog, faz uma abordagem econômica e técnica sobre a digitalização do sistema financeiro, focando na transição do modelo de negócios, na mudança do perfil do consumidor e nas repercuções sobre a força de trabalho.
Destaca que os bancos
estão deixando de ser apenas intermediários de crédito para se tornarem
plataformas digitais multisserviços. Tal como a Uber conecta motoristas
a passageiros, os bancos digitais (e as novas estruturas dos grandes bancos)
conectam poupadores, investidores e consumidores a uma vasta gama de produtos
(seguros, varejo, investimentos) em um só lugar).
A drástica redução do custo fixo de agências convencionais é fator
preponderante dessa transformação.
Concomitantemente, os bancos reduzem a estrutura pesada (prédios e grandes quadros de funcionários) para focar em propriedade intelectual e algoritmos.
Na prática, uma
transferência de certas responsabilidades e custos operacionais para o próprio
cliente ou para parceiros terceirizados.
Nesse contexto, o cliente
moderno prefere a conveniência de resolver tudo pelo celular (o "banco na mão")
à burocracia do atendimento presencial.
Consequência inevitável é a redução e a mudança de perfil do emprego bancário. A automação e a Inteligência Artificial ocupam crescentemente espaços nas operações. Entram em cena o analista de dados e o desenvolvedor de sistemas.
A "uberização bancária" assim caracterizada parece ser um
processo irreversível de modernização capitalista que traz eficiência e
conveniência, mas que cobra um preço alto em termos de despersonalização do
atendimento e incerteza para a força de trabalho tradicional do setor.
Se não leu, acesse agora https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/sistema-bancario-tecnologia.html
(LS)

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