23 abril 2026

Dica de leitura

Nós e os bancos
instagram.com/lucianosiqueira65  

O artigo "Uberização bancária", de Fernando Nogueira da Costa (professor titular do IE-UNICAMP), publicado no portal A Terra é Redonda, e que reproduzi aqui no blog, faz uma abordagem econômica e técnica sobre a digitalização do sistema financeiro, focando na transição do modelo de negócios, na mudança do perfil do consumidor e nas repercuções sobre a força de trabalho.

Destaca que os bancos estão deixando de ser apenas intermediários de crédito para se tornarem plataformas digitais multisserviços. Tal como a Uber conecta motoristas a passageiros, os bancos digitais (e as novas estruturas dos grandes bancos) conectam poupadores, investidores e consumidores a uma vasta gama de produtos (seguros, varejo, investimentos) em um só lugar).

A drástica redução do custo fixo de agências convencionais é fator preponderante dessa transformação.

Concomitantemente, os bancos reduzem a estrutura pesada (prédios e grandes quadros de funcionários) para focar em propriedade intelectual e algoritmos.

Na prática, uma transferência de certas responsabilidades e custos operacionais para o próprio cliente ou para parceiros terceirizados.

Nesse contexto, o cliente moderno prefere a conveniência de resolver tudo pelo celular (o "banco na mão") à burocracia do atendimento presencial.

Consequência inevitável é a redução e a mudança de perfil do emprego bancário. A automação e a Inteligência Artificial ocupam crescentemente espaços nas operações. Entram em cena o analista de dados e o desenvolvedor de sistemas.

A "uberização bancária" assim caracterizada parece ser um processo irreversível de modernização capitalista que traz eficiência e conveniência, mas que cobra um preço alto em termos de despersonalização do atendimento e incerteza para a força de trabalho tradicional do setor.

Se não leu, acesse agora https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/sistema-bancario-tecnologia.html

(LS) 

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