Donald Trump, o topetudo poodle de Bibi Netanyahu
Enio Lins
TRUMP está numa enrascada. Tropeçou feio na agressão ao Irã e coleciona monumentais prejuízos militares, políticos e econômicos. O autocrata americano foi na onda do genocida israelense e mergulhou de cabeça numa guerra desnecessária e temerária para suas ambições pessoais e para os interesses estadunidenses.
NETANYAHU, o genocida israelense, segue inabalável no avançar de suas
ambições pessoais e dos interesses do sionismo mais extremado. Para essa facção
terrorista, a ocupação total das terras alheias tidas como “o Grande Israel, do
rio ao mar” é um objetivo inegociável; e, para tal, a expulsão das populações
nativas tem sido implementada num processo de exclusão étnica no qual a
eliminação física é parte da estratégia de não se ater ao determinado pela ONU
em 1948, no – sabotado – Plano de Partilha da Palestina.
PARA O SIONISMO
MEGALÔMANO, o conceito de guerra de agressão permanente
é um dogma sagrado. Matar, sem tréguas, os povos vizinhos é apresentado como um
programa “defensivo” cuja base seria “não permitir ameaças à existência de
Israel”. Apontam como “ameaça” a capacidade de autodefesa da próxima vítima.
Exigem que toda e qualquer vizinhança esteja desarmada e vulnerável para ser
massacrada sem dar trabalho. Desde o final dos anos 1940 Israel tem destruído
impunemente a capacidade defensiva de todas as nações em seu arredor. O Irã foi
se resumindo ao último exemplo de resistência e, por essa ousadia, está
condenado pelo sionismo à morte – ou à escravatura.
DEPOIS DE 47 ANOS de agressões diretas e ilegais ao Irã, desde a
revolução de 1979, o sionismo conseguiu dominar totalmente a Casa Branca e
trazer a cavalaria americana para uma aventura estapafúrdia num deserto ético.
A mais poderosa potência militar do planeta está subserviente ao comando
israelense. Bibi manda, Donald obedece. Trump acreditou que o Irã seria uma Venezuela,
ou um Iraque, e que – uma vez eliminado o principal dirigente – o sistema
ruiria, abandonado pelas poucas lideranças sobreviventes. Assassinaram, num ato
de terrorismo, o aiatolá Khamenei, aos 86 anos de idade. Mataram um bocado de
outros líderes importantes na política e nas forças armadas iranianas... e o
regime dos aiatolás se fortaleceu como nunca. Apesar da inferioridade ululante
em termos de armamento, Teerã não arregou, reagiu com a força de um Davi
enfrentando dois Golias (não desculpem a comparação, é isso mesmo).
Desacostumado em ser peitado, Trump levou uma pedrada iraniana e ficou
desorientado, zonzo.
NÃO TEM O IRÃ, SOZINHO, como resistir indefinidamente aos ataques dos Estados Unidos
e de Israel. Até porque Israel e Estados Unidos podem cometer mais um crime
contra a humanidade e detonar bombas nucleares em território iraniano. Israel
possui, pelo menos, 90 ogivas nessa modalidade. O Irã, zero. Num momento de
afobação, no dia 7 de abril, Trump deu um piti e declarou que eliminaria a civilização
iraniana em uma noite, coisa que só pode ser tentada com o uso de armamento
atômico. Mas como o Irã se acostumou a fazer as coisas no modo solitário e numa
crença extremista na vida após a morte, o martírio em defesa da causa passou a
ser um traço da civilização persa que nem o medo de novas Little Boy e Fat Man
tem conseguido abalar.
UM POODLE LOURO foi em que se transformou o vociferante Donald, ao
permitir que Netanyahu lhe colocasse na corrente. A ironia é que, sempre, quem
punha a gargalheira nos outros era a Casa Branca. Há 24 anos, o
primeiro-ministro britânico Tony Blair ficou conhecido mundialmente – por sua
abjeta subserviência ao presidente americano durante a guerra contra o Iraque –
como “o poodle de Bush” e até ganhou, de George Michael, música e videoclipe de
sucesso, “Shoot the Dog”. Em 2026, Trump está na coleira, latindo e abanando o
rabo para agradar Bibi, seu tutor: vergonha e desastre.
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Paulo Nogueira Batista Jr: "Antissemitismo e Antissionismo" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/distincao-necessaria.html

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