23 junho 2026

Palavra de poeta

Onde pertencemos, um dueto
Maya Angelou  

Onde pertencemos, um dueto
Em toda cidade e povoado,
Em toda praça,
Em lugares lotados
Eu vasculhei os rostos
Esperando encontrar
Alguém com quem me importar.
Eu encontrei significados misteriosos
Nas estrelas distantes,
Então, fui para salas de aula
E salões de jogos
E bares mal iluminados.
Desafiando o perigo,
Saindo com estranhos,
De quem não lembro nem os nomes.
Eu era rápida e animada
E sempre fácil
Jogando os jogos românticos.
Eu levei para jantar mil exóticas Joans e Janes
Em salões de dança empoeirados, em bailes de debutantes,
Em solitárias estradas do campo.
Eu me apaixonava para sempre,
Duas vezes por ano, mais ou menos.
Eu os atraía suavemente, era completamente deles,
Mas eles sempre me deixavam ir.
Dizendo tchau por agora, não precisamos tentar agora,
Você não tem um certo charme.
Muito sentimental e muito gentil
Eu não tremo nos seus braços.
Então, você apareceu na minha vida
Como um amanhecer prometido.
Iluminando meus dias com o brilho dos seus olhos.
Eu nunca fui tão forte,
Agora que estou onde pertenço.

[Ilustração: Andrey Remnev]

"Por onde anda Marcianita?" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/10/minha-opiniao_22.html 

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