O som invade tudo
Arthur Versiani
o
som invade tudo
faz
tremer a matéria viva
quebra vidros e fantasmagorias
rasga e violenta o ar estagnado
– incorpora ventania
sua
maquinação com o tempo
o próximo gesto inaudito
é pretenso mergulho
que
o que não tem corpo
não retorna à superfície
profundidade
precipitada
não retorna à percepção
delírio
onduloso
leva junto toda a minha mania de futuro
[Ilustração:
Leia também: "Mutatis Mutandis", poema
de Bartyra Soares https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/12/palavra-de-poeta_19.html

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