10 maio 2007

DESTAQUE DO DIA

A ansiedade do governador

Quem sabe aonde quer chegar tem pressa. Eduardo Campos governa com um programa bem delineado, traduzido em objetivos e metas situados no tempo e no espaço. Não realiza um governo à deriva, como ocorreu nos últimos quatro anos com os seus antecessores. Daí revelar certa impaciência ao pedir mais celeridade à sua equipe, cobrando agilidade e rigor no planejamento e no cumprimento de metas.

Ao proceder desse modo, está mais do que certo. Mas provavelmente ele próprio tem noção das dificuldades encontradas pelos seus auxiliares, ao assumirem seus postos, uma vez que encontraram uma máquina pública desarticulada – a julgar pelo depoimento de vários dos seus secretários – e orientada para servir a fragmentos da sociedade e não à população no seu conjunto. Rearrumar as coisas, pondo cada departamento no seu devido lugar; formar equipes, entrosá-las, redefinir projetos e programas, formatar novos e maturá-los o suficiente para que deslanchem – tudo isso leva um tempo que não se pode determinar com exatidão.

Depois, por mais identificada que seja com o próprio governador a maioria dos seus auxiliares, o que pressupõe afinidade de propósitos e de estilo, cada um agora é testado em sua capacidade gerencial. E, a depender da boa e salutar pressão que recebam – principalmente da própria sociedade organizada – e da permeabilidade que venham a demonstrar a essa pressão, o rendimento do governo poderá melhorar bastante.

Agora é acompanhar e conferir.


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2 comentários:

Anônimo disse...

Falou a voz da experiência... você está certo.
Hermano

Anônimo disse...

Realmente, o governador faz bem em pedir agilidades aos seus secretários, mas ao mesmo tempo tem que ter paciência, pois é apenas o início do governo e muita coisa precisa ser arrumada.
Natanael Nogueira - Paulista