09 maio 2007

Novamente sobre o pleito de 2008 no Recife

No Blog da Folha, por César Rocha:
E o PT acordou...

Enrolado em si mesmo - talvez desde que João Paulo e Humberto Costa se conheceram -, o PT de Pernambuco entendeu que vai acabar sendo atropelado pelos aliados se não estiver em condições de iniciar o diálogo sobre os rumos que os governistas tomarão nas eleições para prefeito, ano que vem.

Por estar à frente do Recife, com João Paulo, cabe ao partido conduzir o processo de costura do (s) palanque (s) na cidade.Mas para isso precisa sair da inércia em que se meteu por não haver entendimento mínimo entre suas forças internas.

Pouca gente entendeu realmente a entrevista do vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira, ao JC de domingo.Interessadíssimo nesse processo, porque é pré-candidato a prefeito e está em uma fila enorme de possíveis candidatos, muita gente achou que Siqueira queria começar logo a definir nomes.

Pelo que apurei, a angústia dele e dos demais aliados - do PR de Inocêncio ao PTB de Armando Monteiro e PSB de Eduardo Campos / Danilo Cabral - é ficar assistindo de camarote, e com o tempo correndo, o PT discutir quem pode mais, se o grupo de João Paulo ou o de Humberto Costa.

O que os aliados querem é que se crie, imediatamente, um ambiente saudável de avaliação de cenários e possibilidades.Esse ambiente permitirá, mais adiante, no momento correto, uma decisão racional.

A escolha dos aliados de Lula, João Paulo e Eduardo Campos está entre ter um único candidato, que é o ideal, dada a popularidade com que os três devem chegar às próximas eleições, ou ter mais de um.

E, em caso de ter dois ou mais palanques, poder estabelecer as regras de convivência entre eles para que não percam uma campanha que tende a ser vitoriosa.

O PT decidiu, segundo reportagem de Marileide Alves, na Folha de hoje (veja aqui), iniciar logo e formalmente o debate interno sobre qual será a posição do partido nessas eleições.

Se não se decidir logo, o espaço de líder do processo será ocupado por outros. Não existe vácuo em política.

Nenhum comentário: