19 fevereiro 2010

Bom dia, Clóvis Campêlo




Pra não dizer que não falei de amor...


Pra não dizer que não falei de amor
despojei-me de qualquer medida,
encarei sem receio a própria vida,
sanei no verso torto toda dor;

busquei lembrar do brilho dos teus olhos,
do toque morno da língua em tua boca,
do teu corpo úmido, nú, sem roupa,
do teu regaço onde me recolho;

joguei por terra a vã filosofia,
transformei profundo abismo em ponte,
fiz do firmamento novo horizonte,
transpus em noite quente a tarde fria.

Pra não dizer que não falei de amor...

Um comentário:

Clóvis Campêlo disse...

Mais uma vez grato, Luciano.
Para mim é sempre um prazer imenso participar do seu blog e ter os meus versos nele divulgados.
Grande abraço