Nenhuma coisa, nem outra
Luciano Siqueira
Você está
enriquecendo ou apenas vendendo seu tempo — pergunta colunista o caderno de
economia da Folha de S. Paulo.
Há uma
diferença importante entre ganhar bem, ou melhorar a renda, e construir riqueza
— segue argumentando.
O alvo do
dito cujo são executivos e detentores de cargos altamente especializados de
grandes empresas. A sugestão de que invistam o que ganham para formar
patrimônio.
A leitura
apenas me diverte. Eu mesmo nunca quis enriquecer, nem jamais prostituí meu
tempo.
Condições
materiais básicas de subsistência me bastam.
E ao
tempo — como ensina Caetano Veloso — peço o prazer legítimo e o movimento
preciso.
Imagino o
desgaste desses executivos consumidos pela concorrência — entre empresas do
mesmo ramo e entre eles mesmos na busca de ascensão. Para quê?
Igualmente
a angústia dos que dizem não terem tempo para nada porque altamente remunerados
em sua jornada de trabalho consumida pela competição e por angústias
várias.
Daí o
privilégio de ser pobre e dedicar o principal do meu tempo à militância do
PCdoB movida por ideais libertários.
Dinheiro?
Basta o essencial para um cotidiano sem privações e, se possível, com algum
conforto.
Tempo? O
desafio é seguir uma agenda racional e eficiente cuja essência está em combinar
os deveres da militância com a vida familiar.
Simples
assim.
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