30 junho 2026

Minha opinião

Nenhuma coisa, nem outra 
Luciano Siqueira 

Você está enriquecendo ou apenas vendendo seu tempo — pergunta colunista o caderno de economia da Folha de S. Paulo.

Há uma diferença importante entre ganhar bem, ou melhorar a renda, e construir riqueza — segue argumentando. 

O alvo do dito cujo são executivos e detentores de cargos altamente especializados de grandes empresas. A sugestão de que invistam o que ganham para formar patrimônio. 

A leitura apenas me diverte. Eu mesmo nunca quis enriquecer, nem jamais prostituí meu tempo. 

Condições materiais básicas de subsistência me bastam. 

E ao tempo — como ensina Caetano Veloso — peço o prazer legítimo e o movimento preciso.

Imagino o desgaste desses executivos consumidos pela concorrência — entre empresas do mesmo ramo e entre eles mesmos na busca de ascensão. Para quê?

Igualmente a angústia dos que dizem não terem tempo para nada porque altamente remunerados em sua jornada de trabalho consumida pela competição e por angústias várias. 

Daí o privilégio de ser pobre e dedicar o principal do meu tempo à militância do PCdoB movida por ideais libertários. 

Dinheiro? Basta o essencial para um cotidiano sem privações e, se possível, com algum conforto. 

Tempo? O desafio é seguir uma agenda racional e eficiente cuja essência está em combinar os deveres da militância com a vida familiar. 

Simples assim. 

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