Vivi épocas diferentes, dentro e fora do
futebol; tudo mudou bastante
Viajo de um mundo a outro e gosto dos dois períodos.
Quando eu era menino, ia com meu pai ao estádio Independência e via craques de
pertinho; hoje não é assim
Tostão/Folha de S.
Paulo
Quem gosta de ir ao cinema, com telas grandes e pipoca, não pode perder o delicioso e profundo filme francês "As Cores do Tempo", que mostra, alternando as cenas e imagens de cada época, famílias e personagens que se entrelaçam com diferentes comportamentos. Um período atual, com sua enorme tecnologia, e o outro no ano de 1895, o do impressionismo e da "Belle Époque". As imagens de Paris são belíssimas. Imperdível!
Vivi épocas
diferentes, a atual e a de muito antes da internet. Viajo de um mundo a outro e
gosto dos dois períodos. Ainda uso cheque, vou à banca de
jornal, tenho celular apenas para fazer e receber ligações e admiro
o mundo tecnológico. Quando as coisas apertam, pessoas próximas me socorrem.
Será que a inteligência
artificial (IA), que ainda está no início, vai captar e
entender as emoções e os sentimentos que moram nas profundezas da alma? Como
será o novo ser humano? Ou vamos desaparecer?
Depois de
viajar no tempo, volto ao mundo e ao futebol atual. Queria falar sobre o
jogo de quarta-feira (19) entre Flamengo e Cruzeiro, mas na noite deste sábado (22) os
dois times voltam a se enfrentar depois de eu ter escrito minha coluna. A vida
está muito apressada. Será que a história da partida será diferente da
anterior? Os filósofos do futebol já diziam no século passado que cada jogo tem
a sua história.
No jogo
pela Libertadores,
o Flamengo agrupava todos os seus jogadores do meio para a frente na intenção
de recuperar a bola, trocar passes e ter o domínio do jogo. Do outro lado, os
laterais e pontas do Cruzeiro ficavam isolados, apagados, deixando o trio no
meio-campo em desvantagem em relação ao do Flamengo. A segunda partida foi
diferente?
O Corinthians,
do seu jeito, com um
jogador a menos, ganhou por 1 a 0 do Rosario Central e se
classificou para as quartas de final da Libertadores. Memphis entrou no meio do
segundo tempo e cobrou com precisão a falta para Bidon fazer o gol. A loucura
corintiana combina com a inteligência racional de Memphis.
A
classificação do Corinthians não anula os importantes protestos de
membros da torcida contra a irresponsabilidade e a
promiscuidade que ocorrem há tempos no clube.
O Fluminense, com ótimas atuações dos quarentões Fábio e
Thiago Silva, continua na luta pela Libertadores. O time melhorou muito nos
dois últimos jogos sob o comando do interino Marcão. Se tivessem contratado um
treinador, muitos diriam que a nova estratégia tática foi magistral.
O Palmeiras, do seu jeito, com muita luta,
bolas longas e um gol após
um cruzamento de bola parada, continua forte na Libertadores. Muitos
disseram que o time foi eficiente. Quando joga da mesma maneira e não ganha,
criticam que faltou repertório.
Retorno ao
passado. Quando era menino, adolescente, ia com meu pai ao estádio
Independência. Chegávamos cedo para sentar na primeira fila da arquibancada,
uns dois metros acima do gramado. Uma barra protegia contra acidentes. Via os
jogadores de perto. Assisti ao Botafogo jogar com Garrincha, Didi e Nilton Santos,
três dos maiores jogadores da história do futebol. Garrincha bailava em campo.
Os repórteres, com enormes microfones, entrevistavam os jogadores antes de
começar o jogo e no intervalo. Dava até para escutá-los. O tempo passa, hoje é
bem diferente.
Leia também: Futebol
brasileiro banaliza a mediocridade https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/futebol-brasileiro-em-baixa.html

Nenhum comentário:
Postar um comentário