O estudo ressalta, no entanto, que foram constatados avanços em outras áreas, como a poluição por petróleo e seus derivados, que diminuiu em dois terços em relação à década de 1980.
"Os despejos totais ficaram em 37% do nível de 1985", afirma o relatório, acrescentando que os vazamentos acidentais de navios petroleiros diminuíram 75% e os derramamentos municipais e industriais de óleos e petróleo foram reduzidos em 90%.
A situação também melhorou em relação aos Poluentes Orgânicos Persistentes, substâncias químicas não biodegradáveis que se acumulam nos organismos vivos através da cadeia alimentar e são um risco para a saúde humana, comprometendo ainda o meio ambiente.
Doze tipos de Poluentes Orgânicos Persistentes são regulados pela Convenção de Estocolmo, que entrou em vigor em maio de 2004, inclusive o DDT, cujo nível --como o de outros inseticidas-- está diminuindo de forma geral no meio marinho da América do Sul --no mar Báltico, essa redução chegou a 50%.
De acordo com o Pnuma, o progresso em relação aos metais pesados é "médio", já que, apesar de a maioria dos países desenvolvidos ter introduzido controles, "novas quantidades de substâncias, como mercúrio, estão entrando no meio marinho procedentes de economias emergentes".
A mineração, a indústria e a queima de combustíveis fósseis para o transporte e a geração de energia são as principais fontes de contaminação, segundo o relatório, que aponta que, "em algumas áreas do Ártico, as concentrações de mercúrio em focas e baleias são de duas a quatro vezes superiores às registradas há 25 anos".
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