09 outubro 2006

Bom dia, Domingos Alexandre


Canção do viandante

Ó amada, que em mim estás guardada
como frágil tesouro,
em lúcida aventura enamorada,
sarça ardente na vidade quem anda perdido pela estrada
e só tem como guia
a própria solidão iluminada.

Cada fio de luz
que vejo arder na névoa da alvorada
me faz lembrar teus olhos
de um brilho que deixa a alma serenada
e torna o caminhante
menos sozinho em sua caminhada.

Muitos golpes sofri,
que o mundo me feriu com sua espada,
perdi muitas batalhas,
tive muita vitória malograda,
mas não perdi o sonho
que me renova a cada madrugada.

E se venho de longe
enfrentando os perigos da jornada,
é que trago no peito
a esperança de ver agasalhada
minha alma em tuas mãos
e minha dor, enfim, apaziguada.

Um comentário:

Anônimo disse...

belíssimo poema. vale a pena lutar,
seja pela mulher amada ou pela causa sonhada.