Matéria na Carta Maior (http://cartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=12488), assinada por Flávio Aguiar, analisa o noticiário acerca do debate da Band, domingo à noite, entre os dois candidatos à presidência da República – que transcrevemos a seguir em tópicos (intertítulos nossos).
O debate do debate
Lula x Alckmin: quem foi melhor? Na análise da maior parte da imprensa sobre os debates em eleições presidenciais, predomina a visão do desempenho dos candidatos sobre as idéias que põem em jogo. O buraco é mais embaixo.
A repercussão dos blogues, manchetes de jornal, tevês, sobre o primeiro debate do segundo turno da eleição presidencial, privilegiou, como é costume, o desempenho cênico dos candidatos. Quem estava “calmo”, quem ficou “nervoso”, são expressões recorrentes. Em segundo lugar, vem “quem fez mais perguntas que o outro não respondeu”. Só depois, se e quando se chega lá, vem a questão das idéias apresentadas.
Aqui, neste campo, a coisa se complica. Porque para os analistas é interessante debater os dois primeiros tópicos, porque eles “naturalizam” a sua posição. É mais fácil dizer que um dos candidatos levou a melhor sobre o outro porque este ficou mais nervoso no começo, ou o contrário, que o segundo levou vantagem porque se equilibrou no final, do que discutir as idéias colidentes que ambos apresentaram.
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