Tudo para entender ou confundir
Luciano Siqueira
Estima-se que já foram gastos este ano R$ 109
milhões em pesquisas eleitorais com foco nacional e, a maioria delas, voltadas
para a disputa majoritária nos Estados.
As pesquisas são úteis, mas não o
suficiente para justificarem o destaque quase que monárquico que alcançam na
mídia dominante.
Como se fosse a última palavra na
percepção da vontade coletiva.
O comportamento humano não se resume em
questionários e estatísticas.
Requer vivência.
Certamente era nisso que se apoiava
Miguel Arraes quando ele próprio valorizava ao extremo a ausculta da
população.
Até repórteres ele incluía.
Não foram poucos os que tentaram entrevistá-lo
e depois se deram conta de que o governador é que os havia perguntado mais do
que falara.
A supervalorização das pesquisas
realizadas por várias institutos especializados de grande repercussão
midiática, outros nem tanto, é compreensível quando feita pelo mercado — que em
tudo toca à semelhança do rei Midas.
Mas o militante, não. Há que tomar
ciência dos números divulgados pelos institutos sem porém abrir mão da sua
própria sondagem. Esta se faz no contato direto com as pessoas — compartilhando
insatisfações, desejos, sonhos... que afinal haverão de se traduzir na urna
como vontade política individual, uma entre milhões, base da vitória de uns e
da derrota de muitos outros.
Em outras palavras: prestemos atenção
aos números das pesquisas, porém sem mais abrir mão do contato direto com as
pessoas — na tela do celular e, sobretudo, olhos nos olhos, em toda parte.
Prazeroso diálogo na telinha https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao_0215026545.html

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