Guerra híbrida midiática
Luciano Siqueira
O papel nefasto do complexo
midiático dominante é tema de oportuno e esclarecedor artigo de Luís Nassif - "A imprensa na guerra híbrida" -
, publicado no Jornal GGN.
Nassif afirma que o comportamento atual da imprensa é
ainda mais grave do que no período da Lava Jato. Antes havia o pretexto de
apuração de crimes reais; explícita de guerra
híbrida, sem a sustentação consistente nos fatos.
Ocorre uma
“pressão
extraterritorial” (especialmente vindos dos Estados Unidos) que subordinam a imprensa
e a infraestrutura de comunicação nacional.
O direcionamento do conteúdo
publicitário de grandes multinacionais americanas influencia a conduta editorial.
Empresas evitam veicular anúncios em portais ou veículos que não sigam a linha
de interesses geopolíticos de Washington.
Por outro
lado, a aplicação da Lei Magnitsky/OFAC impõe avaliações individuais ou corporativas a executivos
e grupos econômicos, operando como uma "arma nuclear financeira". A
simples possibilidade de ser atingido por restrições do Departamento do Tesouro
dos EUA impõe autocensura a grupos empresariais e de mídia.
Acresce
dependência tecnológica e plataformas: o controle das Big Techs (mecanismos de busca,
redes sociais e serviços de nuvem) constitui estrangulamento operacional e
distribuição assimétrica de conteúdo e de receita.
Para Nassif, a insistência da
grande imprensa em atuar como linha de frente de desgaste político e de
soberania não deve ser interpretada apenas por viés ideológico local ou erro
pontual de apuração. Ela é uma guerra
híbrida ampla, na qual alavancas econômicas, judiciais, tecnológicas e
publicitárias sob influência dos Estados Unidos constrangem o debate público e
tensionam a soberania das instituições e da política brasileira. Confira https://jornalggn.com.br/destaque-capa/a-imprensa-na-guerra-hibrida-por-luis-nassif/
Leia também: "O Leviatã digital" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/poder-algoritmico.html

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