Enganosa busca da felicidade
Luciano
Siqueira
Vira e mexe retomo o assunto aqui. É que me sinto perseguido pela frequência com que escutono rádio "especialistas" tidos como detentores da última palavra sobre as emoções humanas.
Alguns são apresentados como especialistas na superação de conflitos a dois.
Outros são tampa de Crush em matéria de “felicidade contemporânea”.
E ainda temos os que encontram nas redes sociais mecanismos de promoção do bem-estar espiritual.
"Palavras são palavras, nada mais do que palavras", assegurava Walfrido Canavieira, personagem humorístico de Chico Anysio. Com toda razão. Pelo menos para esses tais especialistas que devem faturar muito bem com o blá blá blá midiático.
Tal como os autores de livros de autoajuda.
Em ambos, a tendência repetitiva a se voltar para si mesmo, cada indivíduo mergulhado no seu próprio eu, numa busca frustrante de uma felicidade imaginária.
E a relação do indivíduo com o meio em que vive?
E a exploração e a opressão próprias da sociedade de classes?
E a distinção entre o individualismo exacerbado e o desprendimento da experiência coletiva?
Aí seria querer demais. Os tais especialistas olham-se ao espelho e, ininterruptamente e com uma boa dose de habilidade e verborreia, faturam adoidado às custas da angústia alheia.
Leia também: "Amor e ódio ao smartphone" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/09/minha-opiniao_21.html

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