30 novembro 2025

Minha opinião

Fundamentalmente analógico 
Luciano Siqueira 
instagram.com/lucianosiqueira65    



Nunca resisti às novas tecnologias, por curiosidade e mesmo por conforto. E também por um profundo respeito ao trabalho humano — dos cientistas e dos operários. 

Daí a perder tempo com certos detalhes vai uma distância de anos-luz. Por exemplo, tentar entender o real significado dos emojis. 

Na verdade, em relação às carinhas de diversos tipos e colorações guardo até certo preconceito. Talvez pelo apego às coisas ditas como são e à clareza das palavras escritas ou pronunciadas. 

Você manda uma mensagem atenciosa a respeito de determinado assunto e obtém como resposta o minúsculo desenho de uma carinha sorridente. Por que não a gratidão expressa com todas as letras?

Entretanto, após muitos anos de comunicação digital, me permiti duas exceções: o polegar para cima, para dizer que gostei ou que concordo; e o coraçãozinho minúsculo, vermelho ou lilás, como expressão de afeto. 

Só. Não mais do que isso — e assim mesmo meio que tímido ou envergonhado. 

Eis que agora descubro que o emoji tem uma importância que jamais imaginei! O Globo dedica matéria de alguns parágrafos a um emoji especificamente, o da cara amarela derretida, que estaria sendo usado erroneamente pela grande maioria dos internautas.

O dito cujo (que nunca havia despertado a minha atenção, arre!) “aparece sobre uma poça enquanto sorri de lado... Muitos o usam com ironia, o que gera a dúvida sobre qual é seu verdadeiro significado”, assinala a matéria.

Depende da interpretação de quem o usa ou de quem o recebe. E do contexto da conversa, modestamente acrescento. Pode significar sarcasmo, resposta a algo considerado absurdo ou comentário de duplo sentido, como também uma forma de suavizar um erro com humor, vergonha, embaraço ou cansaço...

Se o assunto é tão importante assim, a ponto de merecer matéria de destaque, cá com meus modestíssimos teclados me vejo como quase analógico, pois sequer prestara atenção ao tal emoji.

Se mal compreendo, vale para os emojis o dito pelo inesquecível Chacrinha: “não vim para explicar, eu vim para confundir”. Oxente!

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Leia também: Intolerável vício de linguagem https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/07/minha-opiniao_29.html 

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