24 fevereiro 2025

Minha opinião

Qual reforma ministerial? 
Luciano Siqueira 
instagram.com/lucianosiqueira65 
 

Reformas ministeriais são rotineiras em qualquer governo. Pelo menos na tradição brasileira. E em geral acontecem na metade da gestão. 

Primeiro, naturalmente para ajustes administrativos. 

Segundo, e muitas vezes principalmente, por razões políticas táticas. 

Todo governo é um ente dinâmico, tanto do ponto de vista da ad ministração propriamente dita como em sua base política. 

Neste instante, há mais inquietação sobre o assunto na mídia do que no interior do próprio governo.

Terreno livre para toda sorte de especulações. 

Porém há um detalhe: o impacto político de mudança de cadeiras no ministério já não é mais o mesmo do ponto de vista da base parlamentar, que no atual governo Lula é majoritariamente arredia ou adversa. 

Se antes partidos detentores de cadeiras na equipe presidencial podiam exercer certa influência sobre seus representantes na Câmara e no Senado, hoje as coisas já não são assim. Quase 20% do orçamento são abocanhados pelo parlamento e boa parte através de emendas discricionárias. 

Prefeitos já não procuram tanto ministros como antes. Preferem negociar diretamente com senadores e deputados na busca de recursos para seus municípios. 

Assim, a provável reforma ministerial inevitavelmente terá alcance curto na cena política. 

Mais importante do que a troca de ministros, do ponto de vista de ampliar a base social e política do governo, são o êxito administrativo (ainda em nível parcial apenas) e as relações diretas o povo e segmentos sociais diversos com os quais há objetivamente razões para apoio mútuo.

Leia: Lula diante de desafios e possibilidades https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/02/lula-diante-de-desafios-e-possibilidades.html 

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