13 outubro 2006

O fato e a foto do dinheiro

Este é o título de uma nota de Mino Carta (Blog do Mino) a propósito de reportagem na CartaCapital que chega ao Recife sábado, revelando detalhes da manobra do delegado da Polícia Federal que passou a jornalistas a foto do monte de dinheiro supostamente arrecadado por petistas para a compra do famigerado dossiê. Veja a nota:

Todo o esforço da mídia para evitar que os eleitores soubessem como surgiu a foto do dinheiro, destinado ao pagamento do celebérrimo dossiê, malogra redondamente nesta sexta. Graças à reportagem de capa de CartaCapital, que está nas bancas de São Paulo desde o meio-dia. O enredo começa na sexta, 15 de setembro, quando foram presos Valdebran Padilha e Gedimar Passos. Os jornalistas chegam ao prédio da PF e encontram no local as equipes de Geraldo Alckmin e José Serra. As quais contam, fácil deduzir, com solertes informantes dentro da polícia. Mas o herói do entrecho surge na ribalta catorze dias depois, véspera da eleição. É o delegado Edmilson Pereira Bruno. Carrega as imagens do dinheiro, que ele mesmo fotografou com sua máquina. Pacotes de notas sabiamente empilhados, com esmero de artistas do still. Diz, peremptório: “Tem de sair no Jornal Nacional”. Cercam-no quatro repórteres. Da Folha, do Estado, de O Globo e da Jovem Pan. Gravam a conversa. Edmilson recomenda: levem as fotos mas esqueçam o que eu disse, vou enganar os meus superiores, contarei que fui roubado por vocês, sabem como são os jornalistas... Os pedigueiros da informação topam e entregam as gravações aos chefes, que as enfurnam nas gavetas mais próximas. Caluda! O pedido do delegado é atendido pela Globo, no ambicionado JN. As fotos explodem ao vídeo enquanto uma voz soturna, fora do campo, lhes ilustra a serventia. Sabemos que, em grande parte, devemos a eles o segundo turno. A Globo chega ao requinte de antecipar a exibição à noticia do desastre do avião da Gol, já no ar em outras emissoras.

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