03 outubro 2026

Nas ruas de São Paulo

Lula leva 150 mil à Avenida Paulista e encerra campanha em clima de vitória
Ao lado de Alckmin, Haddad, Simone Tebet e Marina Silva, presidente percorreu a Avenida Paulista e a Rua Augusta no último grande ato antes do primeiro turno
Lucas Toth e Natalia Padalko/Vermelho   

Em busca de seu quarto mandato no Planalto, o presidente Lula levou uma multidão às ruas de São Paulo neste sábado (3), no último grande ato antes do primeiro turno. Segundo a assessoria da campanha, 150 mil pessoas participaram da caminhada, que percorreu a Avenida Paulista e a Rua Augusta, em direção à Praça Roosevelt. Além de Lula, participaram seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), o candidato a governador Fernando Haddad (PT) e as candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).

Desde cedo, a militância se concentrou em diferentes pontos da Paulista. Na Praça do Ciclista e em frente ao Conjunto Nacional, grupos de apoiadores se reuniam para acompanhar a caminhada. Aos motoristas, pediam buzina e eram atendidos. O coro de “olê, olê, olá, Lula” também se repetia entre os grupos, e o clima era de euforia e vitória entre os presentes.

“Até o último minuto está valendo”

Presidenta nacional do PCdoB, Nádia Campeão afirmou que a mobilização seguiria até o último momento permitido antes da votação. Ela destacou o trabalho de conversa com os eleitores e a busca por votos para os candidatos do partido. “Até o último minuto está valendo a gente convencer as pessoas, virar voto para os nossos candidatos do PCdoB”, disse.

Nádia também comentou o impasse em torno da caminhada. A decisão da Prefeitura de não liberar a Avenida Paulista dificultou a organização do ato, mas não impediu que a militância seguisse pela Rua Augusta. “Mesmo assim, nós vamos tomar a Rua Augusta inteirinha e vamos fazer uma belíssima manifestação, fechando esse conjunto de grandes mobilizações nacionais”, disse.

Impasse marca início da caminhada

A realização do ato foi precedida por uma disputa em torno do percurso. A Prefeitura de São Paulo havia questionado a realização da caminhada na Paulista. Na sexta-feira (2), porém, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) autorizou a “Caminhada Lula e Haddad” por 5 votos a 1 e suspendeu os efeitos da determinação da Subprefeitura da Sé.

Pouco antes do início da caminhada, houve um princípio de tumulto entre integrantes da organização e policiais militares. Segundo o UOL, a PM determinou que carros de som da campanha avançassem pela Augusta para liberar a circulação de veículos, provocando uma discussão com integrantes da organização. O episódio começou por volta das 10h20 e durou alguns minutos.

Marco Aurélio de Carvalho, coordenador e fundador do Grupo Prerrogativas, acompanhou o impasse e criticou a condução da operação. Ao Portal Vermelho, afirmou que a organização manteria a caminhada. “São Paulo é o maior colégio eleitoral do país e eles também sabem. Então, estão tentando impedir porque nós estamos tirando uma onda para, quem sabe, encerrar essa eleição no primeiro turno.”

Depois do episódio, o ato seguiu enquanto novos grupos ainda deixavam a Paulista para se juntar ao percurso.

São Paulo está em disputa”, afirma Haddad

Candidato ao governo paulista pelo PT, Fernando Haddad afirmou que a eleição no estado segue aberta e rejeitou a ideia de que a disputa esteja definida. “O estado de São Paulo não está perdido. Ele está em disputa. Acho surreal desistir desse estado. Temos a periferia, temos as universidades, temos a militância”, afirmou. “É com esse espírito que vamos para o segundo turno.”

Mobilização ganha força nas últimas semanas

O movimento das últimas semanas também foi destacado por Walter Sorrentino, presidente da Fundação Maurício Grabois. Para ele, as manifestações realizadas na reta final deram novo impulso à campanha.

“Com certeza, as duas últimas semanas deram um gás a mais pelas grandes manifestações”, afirmou. Segundo Sorrentino reforçou, o trabalho não terminaria com a caminhada deste sábado. A orientação aos apoiadores era aproveitar as últimas horas antes da votação para conversar com familiares e amigos e manter a mobilização. “Não pode descansar nunca!”

“A minha causa é o povo brasileiro”

Durante o ato, Lula falou sobre motivação e sobre as causas que continuam orientando sua trajetória política. “Nós não somos obrigados a ficar velhos, porque o que faz a gente envelhecer é falta de motivação, é falta de causa. E a minha causa é o povo brasileiro”, afirmou.

Em outro momento, Lula falou sobre o que está em jogo na eleição e pediu tranquilidade aos eleitores para a votação deste domingo (4). “Vamos à urna amanhã com muita tranquilidade, sabendo do que está em jogo. De um lado, a democracia e a soberania. Do outro lado, a barbárie e a corrupção”, afirmou.

Leia também: Lula reúne multidão no Rio e pede “dedicação revolucionária” para vencer https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/rio-lula-nos-bracos-do-povo.html   

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