Serenata
Cecília Meireles
Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,
e a dor é de origem divina.
Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.
[Ilustração: Krystyna
Ruminkiewicz]
Leia também: Hilda
Hilst, "Isso de mim que anseia despedida" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/07/palavra-de-poeta_81.html

Nenhum comentário:
Postar um comentário