Até as inofensivas palavras cruzadas!
Luciano
Siqueira
Tem um neurologista da Universidade de
Harvard anunciando que pode provar que as palavras cruzadas estão piorando a
memória.
Arre égua! Oxente!
Concluindo a oitava década de vida, dou-me ao
luxo de rejeitar, ou não, pretensas descobertas científicas.
Nesse caso, rejeito.
A vida inteira vi praticamente em todos os
jornais impressos do país as palavras cruzadas de Silvio Alves. E em revistas
expostas nas bancas.
Durante um bom tempo cuidei de preencher
aqueles quadradinhos, vendo-me desafiado a medir meu domínio das palavras e
também a aprender novas.
Minha tia Glória, em Natal, era usuária
cotidiana. Quase um vício, benéfico vício.
Recentemente, minha neta Alice reintroduziu a
prática entre nós. Aqui e acolá sou chamado a esclarecer o sentido de certas
palavras ou a achar alguma que corresponda ao espaço disponível.
Ótimo!
Razões de sobra para sequer ler a matéria que
me chega pelos meios digitais e nem ao menos saber o nome do pretensioso
cientista. O cara diz ter pesquisado o assunto por 15 anos para tirar a
surpreendente e antipática conclusão!
Eu, hein, Rosa! Vou nessa não.
E em gesto de veemente protesto, ainda hoje,
se possível, passarei numa banca para comprar uma revista de palavras cruzadas.
Por que não?
Leia também: Tédio? Falta-me tempo https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao_0262906581.html

Um comentário:
Se isso é verdade, provavelmente vou me tornar um desmemorizado pois amo de todo o coração as palavras cruzadas de tal forma que tenho um caderno em casa e outro no trabalho! Fernando Pedroza Cardoso
Postar um comentário