12 setembro 2007

História: 12 de setembro de 1963


Sargentos rebelados na Praça dos 3 Poderes
O STF decide que os sargentos eleitos em 62 não podem tomar posse. Rebelião, dominada, de 600 sargentos da Marinha e Aeronáutica em Brasília: toma prédios públicos, prende oficiais. Atacada, resiste. O combate deixa 2 mortos. (Vermelho http://www.vermelho.org.br/).

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DESTAQUE DESTA QUARTA-FEIRA

A palavra de Fernando Bezerra Coelho

Um tema da maior importância: O papel do município no novo ciclo de crescimento econômico em Pernambuco. Um palestrante qualificado: Fernando Bezerra Coelho, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico.

Prossegue amanhã, quinta-feira, o ciclo de palestras Desafios Urbanos, promovido pela direção estadual do PCdoB e, colaboração com o Instituto Maurício Grabois e o gabinete do deputado estadual Luciano Moura.

É uma contribuição as partidos políticos, à comunidade técnica e acadêmica e aos movimentos sociais na medida em que traz a debate questões substantivas relacionadas com uma agenda contemporânea para as nossas cidades.

Os debates anteriores se deram a partir de exposições feitas pela economista Tânia Bacelar, que discorreu sobre novas tendências no mundo e no Brasil e suas repercussões sobre as cidades; e do secretário de Planejamento e Orçamento Participativo do Recife, João da Costa, que abordou a participação popular na gestão democrática.

No início de outubro, o presidente da FIEPE (Federação das Indústrias de Pernambuco), Jorge Corte Real, dará sua contribuição apresentando a agenda da indústria para a Região Metropolitana.

Nosso artigo de toda quarta-feira no Blog de Jamildo (ex-Blog do JC)

Marcos Freire, presente!

Certa vez, numa conversa com um jornalista amigo, editor de primeira página, ele nos explicava o porquê de grafar em caixa alta e em negrito uma palavra ou uma expressão, destacando-a das demais que compunham a manchete.

“É o mesmo princípio usado pelo professor Paulo Freyre em seu método de alfabetização de adultos, tem sempre uma palavra chave”, dizia. “Assim a gente desperta o interesse de leitores de diversos segmentos sociais, pois há palavras ou expressões, e também nomes de personalidades públicas, que têm, em si, muitos significados, porque marcam a vida das pessoas.”

E exemplificava: “carestia”, “liberdade”, “saúde”, “emprego”; “Pelé”, “Dom Helder”...

Ontem, durante a homenagem que se prestou a Marcos Freire em sessão solene na Assembléia Legislativa, a propósito dos vinte anos do seu falecimento, demo-nos conta de que o nome do ex-deputado e ex-senador do Grupo Autêntico do PMDB e ex-ministro da Nova República esteve durante cerca de duas décadas entre os que, à semelhança do arcebispo e do jogador de futebol, inspiravam – e ainda inspiram - leituras de densos significados.

De fato, para os que convivemos com Marcos Freire ou que simplesmente nele votamos, e mesmo para os que a ele se opunham, permanece a imagem de um homem público que inscreveu seu nome na História com brilho e coragem, como exemplar combatente na resistência ao regime militar e na luta pela redemocratização do país.

Para os presos políticos da Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá, por exemplo, Marcos foi uma voz destemida que fazia ecoar no Congresso Nacional a denúncia de torturas e outras arbitrariedades que lhe fazíamos chegar às mãos através de nossos familiares. No parlamento e nas ruas, um paladino pela Anistia e pela convocação da Assembléia Nacional Constituinte como meios de se restaurar o Estado de Direito.

Depois, como presidente da Caixa Econômica Federal e como ministro da Reforma Agrária, pôde revelar-se um gestor público capaz de promover mudanças de sentido avançado.

Ao discursar em nome da família, Marcos Freire Jr. foi muito feliz quando, após registrar passagens marcantes da trajetória de lutas do pai, assinalou: “Que no baluarte do imaginário popular possam existir figuras de políticos honestamente comprometidos com as causas populares. Que Marcos Freire ocupe um lugar de destaque nesse panteão, é a maior homenagem que ele pode receber. Ouvir das pessoas, quando saio do anonimato, o agradecimento e admiração que têm por ele é a certeza de que morrem os homens, mas não seus ideais.”

Bom desempenho

Folha de S. Paulo:
O PIB do segundo trimestre deve registrar um crescimento pouco abaixo de 5,5% em relação ao mesmo período de 2006, segundo apurou a Folha. No acumulado dos últimos 12 meses, o PIB mostra alta próxima a 5%, o melhor resultado desde 2004, quando o país alcançou um crescimento de 5,7%. Em relação aos primeiros três meses do ano, o PIB do segundo trimestre deve ter registrado uma alta próxima a 1%, como esperava o mercado.

Estrada ruim pressiona custo com caminhão

Gazeta Mercantil:
. As deficientes estradas brasileiras geraram aumento de R$ 800 milhões nos gastos com manutenção e combustível em 2006 para um grupo de 149 empresas dos segmentos de varejo, atacado, agronegócio, automotivo, vestuário, calçado, farmacêutico, eletroeletrônico e máquinas e equipamentos. Isso foi detectado numa pesquisa da Fundação Dom Cabral (FDC), divulgada com exclusividade por este jornal. Seriam necessários R$ 5 bilhões para colocar as rodovias em bom estado, diz Paulo Resende, coordenador da pesquisa.
. O estudo, feito nos últimos cinco anos, registra aumentos médios anuais de 4% nos custos operacionais de caminhões. Isso reforça pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), que mostra a deterioração das condições das rodovias. A última sondagem identificou que, no quesito de conservação, 75% das estradas tinham situação ruim, péssima e deficiente.
. "Com estradas ruins, a velocidade dos caminhões cai 10% e o consumo de combustível cresce 5%. Isso afeta a produtividade", diz Claudio Adamucho, presidente do G10, grupo de Maringá (PR) com frota de 500 caminhões pesados. Em conseqüência das deficientes estradas, o custo de manutenção de cada caminhão sobe para R$ 2 mil por mês. "Em condições normais esse gasto não ultrapassaria R$ 800", completa. A quebra dos veículos, ocasionada pelas estradas, também tira o veículo de circulação, afirma Antonio Caetano Pinto, presidente da Transportadora Grande ABC.

Ampliando o lastro

Valor Econômico:
As reservas internacionais brasileiras cresceram US$ 1,131 bilhão anteontem e atingiram US$ 162,7 bilhões, puxadas pela forte valorização dos títulos americanos.

As reservas só davam saltos dessa magnitude quando o Banco Central comprava dólares no mercado de câmbio. Os leilões de moeda estrangeira, entretanto, foram suspensos desde meados de agosto, depois do agravamento da crise internacional das hipotecas de alto risco.
O Banco Central, normalmente avesso a dar informações sobre as aplicações das reservas, explicou que o país obteve um bom lucro com a alta dos preços dos títulos americanos, nos quais é investida parte das reservas. Os juros pagos pelos papéis de um mês, por exemplo, caíram de 4,28% para 3,93% em apenas dois dias.

Em agosto, 89% das reservas estavam aplicadas em títulos dos mais diversos emissores. A segunda aplicação mais importante são os depósitos em bancos sediados no exterior, com 7%. A partir de agora, as reservas tendem a oscilar um pouco mais, depois que a diretoria do BC aprovou voto que autoriza aplicações de maior risco.