Computação quântica, inteligência artificial e o homo sapiens sapiens. O futuro de hoje
Claudio Carraly*
Mórbida precisão científica', uma crônica para descontrair https://tinyurl.com/26h45qd3A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
Mórbida precisão científica', uma crônica para descontrair https://tinyurl.com/26h45qd3Bolsonaro dá o calote em seus incautos doadores. Recebeu 17 milhões pelo Pix e não pagou 1 milhão de multas aplicadas pelo governo de São Paulo, por descumprimento de medidas protetivas durante a pandemia. Com essa volumosa doação poderá, talvez, adquirir mais imóveis com dinheiro vivo, prática contumaz no passsado.
Brasil alcança a terceira posição no Índice de Confiança do Consumidor, elaborado pelo Instituto Ipsos, superando 29 nações e atingindo a maior pontuação em uma década, informou o Metrópoles. O país obteve 58,6 pontos na pesquisa realizada em junho, ficando atrás apenas da Indonésia, com 65,9 pontos, e da Tailândia, com 58,7.
A confiança do consumidor brasileiro registrou um aumento de 3,2 pontos em relação a maio, apresentando o segundo maior crescimento observado na pesquisa. Segundo a Ipsos, o indicador do Brasil vem melhorando desde outubro do ano passado. O índice geral também teve um avanço de 0,2 ponto em junho.
Além do Brasil, outros países destacaram-se na lista dos mais confiantes, como México (58,5), Índia (56), Cingapura (55), Holanda (53,2), Canadá (51,4) e Reino Unido (50,9). Entre os mais pessimistas, encontram-se Japão (38,9), África do Sul (37,5), Hungria (37,4), Turquia (35,9) e, por último, a Argentina (34,8).
Surpreendentemente, Alemanha e Estados Unidos apresentaram as maiores quedas no indicador, com recuos de 3,4 pontos e 2,8 pontos, respectivamente.
O levantamento do Ipsos revela um cenário positivo para a confiança do consumidor brasileiro, refletindo um otimismo em relação à economia. Essa tendência ascendente pode indicar uma recuperação econômica e um fortalecimento do mercado interno a partir da eleição do atual governo Lula.
"Sou ex muita coisa, mas ex-forrozeiro, não" https://tinyurl.com/2zbl7xtk
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançaram chamada pública no valor total de R$ 60 milhões no âmbito do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio). Os pesquisadores têm até 25 de agosto para submeter os projetos.
O Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) é um projeto nacional estratégico que visa ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade brasileira e subsidiar a implementação de políticas públicas voltadas para a conservação e uso sustentável dos recursos naturais do Brasil.
A iniciativa busca suprir lacunas de conhecimento, em especial em regiões de difícil acesso e escassez histórica de conhecimentos científicos. Além da obtenção de dados científicos sobre a biodiversidade, incluindo aspectos como diversidade taxonômica, genética populacional e aspectos evolutivos, o PPBio também busca compreender padrões de distribuição de plantas e animais e do processo ecológico que resultam nos padrões atuais.
Para participar da chamada, o responsável deve ter currículo cadastrado na Plataforma Lattes, título de Doutor e ser coordenador do projeto. Além disso, precisa ter vínculo com a instituição de execução do projeto ou, se aposentado, comprovar que mantém atividades acadêmicas e científicas. A proposta apresentada deverá ainda tratar de uma das nove linhas de pesquisas elencadas no edital e abordar ao menos três temas citados na chamada.
Outro requisito é que as propostas submetidas nas linhas de pesquisa contemplem projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação estruturados em Redes Integradas de Pesquisa.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente online, pela Plataforma Integrada Carlos Chagas, com preenchimento do Formulário, até às 23h59 de 25 de agosto. Informações adicionais sobre esta iniciativa podem ser obtidos pelo e-mail atendimento@cnpq.br ou pelo telefone (61) 3211-4000.
Veja aqui o edital: http://memoria2.cnpq.br/web/guest/chamadas-publicas?p_p_id=resultadosportlet_WAR_resultadoscnpqportlet_INSTANCE_0ZaM&filtro=abertas&detalha=chamadaDivulgada&idDivulgacao=114
Onde cabe quase tudo - sem preconceito nem sectarismo https://tinyurl.com/3y677r7f
Impossível explicar a vida num verso curto https://bit.ly/3Ye45TD
Durante a Segunda Guerra Mundial, uma das páginas mais sombrias da história dos Estados Unidos foi escrita através dos campos de concentração de japoneses que foram estabelecidos em solo estadunidense. Este episódio vergonhoso e controverso marcou a violação dos direitos humanos de inúmeras famílias japonesas, que foram brutalmente detidas em centros de detenção por motivos de raça e origem étnica, sob o pretexto de proteção e segurança nacional,
O contexto da Segunda Guerra Mundial foi marcado por intensa tensão entre o Japão e os Estados Unidos. A agressiva política expansionista do Eixo, formado por Alemanha – Itália – Japão, e a posterior entrada dos EUA na guerra, após o ataque da marinha japonesa a Pearl Harbor em dezembro de 1941, possibilitaram a amplificação de um clima de medo e paranoia nos americanos, que já era construído em todos os meios de comunicação de massa do país há tempos em relação a outras culturas e povos.
Em 1942, o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, assinou uma ordem executiva que permitia a remoção forçada e internação de japoneses e descendentes que habitassem em zonas costeiras consideradas áreas de segurança nacional. Cerca de 120.000 japoneses e americanos de ascendência japonesa foram afetados por essa medida, a maioria dos quais eram cidadãos americanos de origem japonesa, vários nascidos nos EUA.
Os campos de concentração, conhecidos como campos de detenção, foram estabelecidos em locais remotos e precários. Armazéns abandonados, estruturas militares temporárias e campos de prisioneiros de guerra foram rapidamente adaptados para esse fim. As condições nos campos de detenção eram desumanas, com superlotação, falta de privacidade, higiene inadequada e acesso limitado a serviços básicos. Os internos foram privados de liberdade, seus bens foram confiscados e suas vidas foram drasticamente interrompidas.
Embora o governo dos Estados Unidos defendesse essas ações como uma medida de segurança, com a intenção de evitar qualquer potencial colaboração entre japoneses nos Estados Unidos e o império japonês, a realidade é que as evidências que justificassem a necessidade dessas detenções não existiam.
A grande maioria dos detidos eram cidadãos estadunidenses, que não representavam uma ameaça à segurança interna, mas sim vítimas de preconceito e xenofobia. Tal preconceito se fazia presente nas capas das revistas em quadrinhos, jornais e grandes revistas de notícias, que retratavam os povos de descendência oriental, em particular os chineses e, depois da Segunda Guerra, os japoneses de maneira pejorativa, eram representados como uma ameaça ao modo de vida americano. Vale lembrar que chineses e japoneses são vítimas do preconceito nos EUA junto com os negros desde que o país foi fundado, com uma segregação que adentra ao século XX, a própria Ku Klux Klan perseguia descendentes e imigrantes orientais, além de negros e latinos.
A internação em massa de japoneses nos campos de detenção durante a Segunda Guerra Mundial é considerada hoje um dos maiores crimes perpetrados pelos Estados Unidos durante conflitos armados.
Posteriormente, em 1988, o Congresso dos EUA reconheceu oficialmente que a internação foi uma “grave injustiça” e promulgou uma lei que previa reparações financeiras e um pedido formal de desculpas aos sobreviventes que haviam sido detidos e às suas famílias, algo que efetivamente não aconteceu de maneira ampla, ou que conseguisse otimizar os prejuízos éticos, financeiros e humanitários.
Esse episódio lamentável da história americana serve para nos lembrar dos perigos do preconceito e da discriminação racial, e também de que os EUA não é o “exemplo de democracia e tolerância” tão propalado pelo governo do país quando quer atacar outras nações do mundo e seus regimes.
É um lembrete de que devemos estar vigilantes para que nunca mais tais violações dos direitos humanos ocorram novamente, em particular nos EUA, um dos países mais racistas do planeta até hoje. Precisamos aprender com os erros do passado para construir um futuro mais inclusivo e equitativo para todos, por isso tais episódios devem ser lembrados para que nunca mais se repitam.
*Professor universitário, presidente do PCdoB em Jaboatão dos Guararapes
Governo Lula, desafios atuais: a palavra do PCdoB https://tinyurl.com/3vnacznu