Para não dizer que não falei em cajus
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
Mudemos de assunto, vamos falar de coisas mais
amenas. Essa é uma saída comum quando estamos diante de situação conturbada ou
conflitante. Na política, então, nada mais útil.
Assim, hoje, quarta-feira, 6 de junho, deste
abençoado ano de 2012, bem que podemos abstrair os embaraços da política local
e conversar sobre cajus. Uma boa pedida, sem dúvida.
Numa leitura despretensiosa de importante estudo
escrito feito por Filadelfo Tavares de Sá, Francisco Fábio de Assis Paiva
e Francisco de Assis Marinho, técnicos da Embrapa, descobri que o cultivo da
fruta implica em escolher e preparar o terreno, identificar a melhor muda, a
hora certa e o modo de plantar, os cuidados com a plantação e o modo de colher,
armazenar e comercializar. Não é simples, implica ciência, técnica e arte.
Há quem diga que o plantio e o uso do caju vem
desde a Era Neolítica, bote tempo nisso! Surgiu naturalmente, numa espécie de
processo de tentativas e erros, na busca do homem primitivo de reproduzir
plantas que se mostravam úteis ao seu sustento.
Curioso é que, segundo os estudiosos do assunto,
o caju, fruto do cajueiro
(Anacardium occidentale) é na verdade um pseudofruto. Ele se constitui de duas
partes: o fruto propriamente dito, que é a castanha, e seu pedúnculo floral,
descrito como um corpo piriforme, amarelo, rosado ou vermelho.
Nem desconfiavam seus
primeiros cultivadores as múltiplas benesses do caju, conforme as temos cá em
nossas palgas. Porque além de suas vantagens nurtritivas e medicinais,
devidamente comprovadas em pesquisas de laboratório, tem o apreciado fruto
presença indispensável em mesas de bares, botecos e nas boas casas de família,
complemento a uma boa pinga. O tira-gosto, ou ponche.
De fato, o pseudofruto,
aquela parte que a gente mastiga, é rico em citamina C e ferro. E não perde
suas propriedades, seja consumido in natura, seja transformado em suco, mel,
doce, passa, rapadura e que mais se possa com ele inventar.
O fruto, ou seja a castanha,
por sua vez é rica em fibras, minerais (magnésio, ferro,
potássio, selênio, cobre e zinco) e vitaminas (A, D, K, PP, E). Serve para
diminuir o colesterol ruim e ajuda no tratamento de doenças renais e diabetes e
ainda dá um empurrãozinho na melhora de doenças de pele decorrentes da falta de
colágeno. Mais: dela se extrai o óleo de ação antisséptica e vermicida e de
largo uso (seu principal componente, o ácido anacárdico) na indústria química.
E que tem isso a ver com os desafios eleitorais
de 2026? No mínimo serve como fonte de inspiração aos atores na cena política
dispostos a encarar contradições e conflitos mediante ação abrangente e
diversificada, fazendo o bem, como o caju e a castanha em suas múltiplas
serventias.
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PCdoB: a guerra da comunicação https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/12/palavra-do-pcdob-guerra-da-comunicacao.html

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