Milei num poço de areia movediça
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
É o que se depreende do noticiário no complexo midiático dominante que, a contragosto, noticia o agravamento da situação econômica e social na Argentina e a consequente perda de popularidade do presidente Javier Milei.
Registra-se que o governo do ultraliberal argentino atravessa forte turbulência
interna. Além da crise econômica, graves contradições no núcleo dirigente.
Figuras de destaque na equipe do presidente, como o ex-chefe de gabinete
Nicolás Posse saem do governo sob acusação de irregularidades, incluindo
espionagem interna contra outros ministros.
Apesar de algumas vitórias em matérias sensíveis, o governo continua
enfrentando uma barreira gigantesca no Congresso: a Lei Bases (o pacote de
reformas ultraliberais), por exemplo, sofreu desidratações e atrasos
significativos).
Registra-se um ambiente de tensão e vigilância na equipe de governo. Quem
não se alinha 100% ao "estilo Milei" termina defenestrado.
O grande trunfo do governo, segundo o próprio Milei, o superávit fiscal
sofre o contraponto da recessão econômica profunda, queda brutal do consumo e
quase falência da atividade industrial.
Apesar de manter parcela do apoio popular, o governo segue em ambiente
corrosivo.
Ponto negativo para a extrema direita do subcontinente sul-americano.

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