Trump e a gangorra do petróleo
Luciano
Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
O otimismo que prevaleceu nos mercados na última semana com a
possibilidade de encerramento do conflito Estados Unidos-Israel x Irã, e
consequente liberação do Estreito de Ormuz, agora dá lugar à acentuada apreensão.
A trégua temporária, que havia pressionado para baixo os preços do
petróleo em cerca de 16% nos dias anteriores, foi abalada pelo fracasso das
negociações em Islamabad. Agora o dado de realidade parece ser o prolongamento.
O maior temor dos investidores é a insegurança do fluxo global de
energia. Petroleiros desviando ou interrompendo rotas após as ameaças de Trump
de bloquear o estreito e interceptar navios.
O barril de petróleo havia caído abaixo de US$ 95, mas agora entra em
nova pressão de alta. O nó da questão está na interrupção do fluxo de navios em
Ormuz — por onde passa 20% do petróleo mundial.
No que se refere ao Brasil, contraditoriamente, por ser um grande
exportador, o petróleo caro teoricamente ajuda o Real e a balança comercial
brasileira. Um "benefício" temporário e, na prática, indesejável:
como consequência, uma possível fuga de capital para o dólar e títulos
americanos pode desvalorizar o Real frente ao dólar e puxar uma alta nas
commodities.
Moral da história: quando canta vitória como mera farolice ou retoma
absurdas ameaças contra o Irã, Donald Trump aguça a instabilidade da economia
mundial.
Até quando?
Trump atira no próprio pé https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/minha-opiniao_10.html

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