13 abril 2026

Oscilações de um boquirroto

Trump e a gangorra do petróleo
Luciano Siqueira 
instagram.com/lucianosiqueira65   

O otimismo que prevaleceu nos mercados na última semana com a possibilidade de encerramento do conflito Estados Unidos-Israel x Irã, e consequente liberação do Estreito de Ormuz, agora dá lugar à acentuada apreensão. 

A trégua temporária, que havia pressionado para baixo os preços do petróleo em cerca de 16% nos dias anteriores, foi abalada pelo fracasso das negociações em Islamabad. Agora o dado de realidade parece ser o prolongamento.

O maior temor dos investidores é a insegurança do fluxo global de energia. Petroleiros desviando ou interrompendo rotas após as ameaças de Trump de bloquear o estreito e interceptar navios.

O barril de petróleo havia caído abaixo de US$ 95, mas agora entra em nova pressão de alta. O nó da questão está na interrupção do fluxo de navios em Ormuz — por onde passa 20% do petróleo mundial. 

No que se refere ao Brasil, contraditoriamente, por ser um grande exportador, o petróleo caro teoricamente ajuda o Real e a balança comercial brasileira. Um "benefício" temporário e, na prática, indesejável: como consequência, uma possível fuga de capital para o dólar e títulos americanos pode desvalorizar o Real frente ao dólar e puxar uma alta nas commodities.

Moral da história: quando canta vitória como mera farolice ou retoma absurdas ameaças contra o Irã, Donald Trump aguça a instabilidade da economia mundial.

Até quando?

Trump atira no próprio pé https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/minha-opiniao_10.html 

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