28 outubro 2026

Minha opinião

Flexibilidade reacionária 
Luciano Siqueira      

Quem acompanhou na grande mídia neoliberal dominante a cobertura do segundo turno da eleição presidencial terá percebido a escancarada parcialidade em favor do candidato da extrema direita, hoje foragido, Flávio Bolsonaro.

Suas fragilidades e a superficialidade como abordava questões centrais da sociedade brasileira e das alternativas da economia eram simplesmente contornadas. 

E a todo instante, se esgrimiam dados de pesquisa que supostamente indicavam a derrota do presidente Lula. 

Ou seja, o filho do ex-presidente encarcerado jamais foi o candidato preferido da elite dominante, que chegou a respaldar a hipótese de uma candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, mas o protegeu como pôde. 

Quanto ao presidente Lula, toda e qualquer medida em favor do povo foi tratada sistemicamente como "eleitoreira".

Agora, o noticiário e as "análises" acerca do candidato fugitivo da Justiça põem a nu a sua trajetória marcada pela corrupção e pelo comprometimento com milícias dominantes Rio de Janeiro, assim como as ligações com notórios bandidos da esfera financeira e das bets, reveladas por operações da Polícia Federal, que respaldam ações judiciais do STF.

Trata-se de uma mídia furta-cor na aparência e terrivelmente reacionária na essência.

[Ilustração: imagem produzida por IA]

A vitória épica de Lula e a necessidade de disputar o futuro https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/elias-jabbour-opina.html 

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