Flexibilidade reacionária
Luciano Siqueira
Quem acompanhou na grande mídia
neoliberal dominante a cobertura do segundo turno da eleição presidencial terá
percebido a escancarada parcialidade em favor do candidato da extrema direita,
hoje foragido, Flávio Bolsonaro.
Suas fragilidades e a superficialidade
como abordava questões centrais da sociedade brasileira e das alternativas da
economia eram simplesmente contornadas.
E a todo instante, se esgrimiam dados
de pesquisa que supostamente indicavam a derrota do presidente Lula.
Ou seja, o filho do ex-presidente
encarcerado jamais foi o candidato preferido da elite dominante, que chegou a
respaldar a hipótese de uma candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de
Freitas, mas o protegeu como pôde.
Quanto ao presidente Lula, toda e
qualquer medida em favor do povo foi tratada sistemicamente como
"eleitoreira".
Agora, o noticiário e as
"análises" acerca do candidato fugitivo da Justiça põem a nu a sua
trajetória marcada pela corrupção e pelo comprometimento com milícias
dominantes Rio de Janeiro, assim como as ligações com notórios bandidos da esfera financeira e das bets, reveladas por operações da Polícia Federal,
que respaldam ações judiciais do STF.
Trata-se de uma mídia furta-cor na
aparência e terrivelmente reacionária na essência.
[Ilustração: imagem produzida por IA]
A vitória épica de Lula e a necessidade de disputar o futuro https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/elias-jabbour-opina.html

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