29 novembro 2009

Jogo de cena

. Requião para presidente não passa de jogo de cena de uma ala do PMDB que deseja ser valorizada nas negociações em torno da candidatura de Dilma.
. É acompanhar para comprovar.

Insensatez

. Não é sensato abrir agora uma disputa pelo lugar de vice na chapa de Eduardo Campos.
. Primeiro, porque o atual vice-governador, João Lyra, tem sido eficiente e leal.
. Segundo, porque a escolha cabe ao cabeça de chapa, sem ingerências indevidas. É o que o bom senso recomenda.

Prestação de contas do mandato: painel de comentários

Sobre o meu artigo A quem pertence o mandato parlamentar, comentários recebidos por e-mail:

“Que bom seria meu amigo que pelo menos um terço dos nossos representantes vissem o mandato como uma missão. O mundo não é perfeito porque não existe mais pessoas como você. Com muito orgulho sua amiga de todas as horas.” (Margarida Santos).
.
“Este artigo de tua autoria é uma lição para todo eleitor. Deve ser divulgado ao máximo. Estou distribuindo-o online, inclusive para meus conhecidos em outros estados. O texto precisa ser impresso e distribuído nos lugares mais diversos. Conte comigo. Abraço do eleitor consciente.” (Sérgio Augusto da Silveira).
.
“È lamentável ainda vermos a maioria dos eleitores brasileiros votarem em pessoas; pessoas essas que tenham condições de fazer doações de fotos, dentaduras, registros de nascimento, cestas básicas e até remédios controlados. E o que será daqueles candidatos que até têm boas intenções, mas só têm garantidos o dia e a noite? Num país como o nosso, em que nível está a nossa democracia? Um país que ainda existem prêmios de consolação com o nome de COTAS...”. (Melquides Pereira).
.
“Meu Caro Vereador Luciano Siqueira, concordo com o teor do artigo e considero o poder legislativo como o mais importante dos poderes, infelizmente o que acontece na prática é uma verdadeira perversão de sua função, grande parte das casas legislativas funcionam como balcão de negócios, um poder omisso e submisso aos caprichos de executivos de plantão, onde se aprova projetos nefastos, escusos ao interesse público, da maioria do povo, que por não exercer o controle social desse poder, de forma efetiva, caba permitindo que mandatos se percam na vala comum. É bom saber que ainda existem parlamentares comprometidos com as causas sociais, com mandatos éticos e transparentes.” (Rosalvo Antonio, Presidente do PSOL/Petrolina).
.
“Parafraseando o Vinícius, se todos fossem iguais a você que maravilha viver..." Existem realmente eleitores que até esquecem em que votaram, como também parlamentares que fazem de tudo pra serem esquecidos, e realmente não precisaria de cirurgia plástica, pois depois que conseguem se eleger se tornam irreconhecíveis. Não devo citar nomes por questões éticas, mas estou convivendo com esse fato muito de perto e confesso que apesar de tudo o que já vi, muito decepcionada com o andar da carruagem...” (Gorete Oliveira).

25 novembro 2009

Artigo semanal no Blog de Jamildo

A quem pertence o mandato parlamentar?
Luciano Siqueira


A pergunta parece óbvia, mas não é. Isto num país cujas regras eleitorais induzem o eleitor a votar em indivíduos, e não em programas sustentados pelo partido a que pertence o candidato. “Não voto em partidos, voto em pessoas”, dizem muitos como que a afirmar uma postura superior. Daí a substituição, na relações entre o detentor de mandato eletivo e o povo, de formas orgânicas por relações meramente pessoais, via de regra mediadas por favores ou prestação de serviços.

Daí decorre que o eleitor vota e em seguida se desobriga de acompanhar com juízo crítico o desempenho daquele em quem votou. E com o tempo até esquece a quem confiou o voto – como atestam estudos a respeito.

Nessas circunstancias, o detentor do mandato tende a exercê-lo como algo que lhe pertence e pelo qual responde individualmente.

Nada mais equivocado. Mandato é missão, concessão de poderes para desempenho de uma representação. Logo, o mandatário encarna um projeto político coletivo, tem contas a prestar.

Dito de outra forma: o mandato não pertence apenas ao indivíduo que o exerce, pertence ao Partido que o indicou para a missão. E em última instância pertence ao povo em sua totalidade – mais até do que a fração do eleitorado que lhe deu preferência. Caso de parlamentares que integram partidos comprometidos com a parcela da população que vive do próprio trabalho (no pólo oposto, outros se fazem representantes dos possuidores dos meios de produção ).

Ora, se o mandato é assim uma missão que se cumpre por delegação do eleitorado e é exercido conforme compromissos políticos, submeter o trabalho realizado ao crivo crítico do Partido e da opinião pública é um dever.

Esse é o sentido do encontro que promovemos nesta quarta-feira, no auditório da Academia Pernambucana de Letras. O cumprimento de um compromisso de campanha – o de exercer o mandato de vereador do Recife de modo absolutamente transparente, prestando contas regularmente, seja através do site na Internet e de presença constante na mídia; seja em reuniões gerais, como a de hoje, ou com grupos de interesses específicos.

Dois motivos para nos encontrarmos nesta quarta-feira

Um motivo: em breve reunião no auditório, prestarei contas dos
primeiros 11 meses do meu mandato. Cumpro, assim, um compromisso de
campanha – o de submeter ao crivo crítico da população do Recife o trabalho realizado.

O outro motivo: logo em seguida, nos jardins da Academia, um drinque,
o abraço amigo e boa música – sem hora para terminar.

Nesta quarta-feira, 25
A partir das 18 horas
Academia Pernambucana de Letras (Av. Rui Barbosa)

Pirotecnia de Arthur Virgílio suspensa

. É o que decidiu a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado: cancelar o convite feito a uma fundação esotérica Cacique Cobra Coral para explicar o apagão que afetou 18 estados no dia 10 deste mês.
. A proposta era de autoria do senador tucano Arthur Virgílio.

Sem pressa para a chapa majoritária

. O governador Eduardo Campos está certo ao pedir paciência na formação da chapa majoritária para o pleito de 2010.
. A questão está submetida a muitas variáveis. E nem tudo o que reluz é ouro: o que se especula agora pode não se confirmar na hora da onça beber água.