08 junho 2010

Dois livros e um debate instigante

. Daqui a pouco, 18h30h, no Auditório do CTCH – Centro de Tecnologia e Ciências Humanas da Unicap – 1º andar – Bloco B da Universidade Universidade Católica, os pesquisadores do IPEA Gilberto Maringoni e Denise Lobato falam sobre os temas “Liberar ou Desenvolver: dilemas recorrentes da economia brasileira” e “Macroeconomia e Desenvolvimento”.
. Eu e a economista Tânia Bacelar atuaremos como debatedores. A iniciativa é da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Recife. Na ocasião serão lançados os livros editados pelo IPEA “Desenvolvimento - o debate pioneiro de 1944-1945” e “A controvérsia do planejamento na economia brasileira”.

Mudanças climática. Hoje, 9 horas

07 junho 2010

Ponha na agenda.Imperdível.

Por oportuno, republico meu artigo sobre o sítio da Tamarineira

Tamarineira entre o verde e o lucro
Luciano Siqueira*

Publicado no portal Vermelho e vários outros sites.

O ótimo deveria ser bom para todos. Simples? Claro que não. Mas bem que se essa idéia prevalecesse na ocupação e uso do território da cidade muitos equívocos poderiam ser evitados - tanto em intervenções urbanísticas de responsabilidade do poder local, como em empreendimentos privados. No entanto, há sempre a incidência de um conjunto de variáveis que via de regra coloca em pólos opostos a reprodução do capital versus o direito de todos à cidade saudável.

É o que parece acontecer na polêmica questão do uso a ser dado ao terreno do hospital psiquiátrico da Tamarineira, no Recife. Mais do que o conflito de ordem jurídico-formal entre a Santa Casa de Misericórdia (e o grupo econômico com o qual transacionou o terreno) e o poder público municipal acerca da decisão final – constrói-se ou não um shopping center preservando 75% de área verde ou se a converte integralmente em parque público -, pesam as repercussões de uma ou outra alternativa para a qualidade de vida da população.

Ora, ninguém desconhece que empreendimentos comerciais de porte contribuem para a dinamização da economia local, inclusive para a oferta de novos postos de trabalho. Mas é igualmente certo que há muitas outras implicações a se ter em conta, contabilizadas como impactos sobre a vida no entorno. Por exemplo, a mobilidade – ou seja, transtornos inevitavelmente advindos da circulação extra de 2 a 3 mil novos veículos que se abrigariam no estacionamento, conforme o projeto esboçado.

Daí a absoluta legitimidade da oposição ao empreendimento sustentada por parcela expressiva da sociedade, liderada pelos “Amigos da Tamarineira”.

“Se o terreno é privado e o projeto respeita as leis vigentes, ninguém pode impedi-lo”, se poderia dizer. Correto, sob prisma meramente jurídico ou burocrático. Errado sob o prisma da defesa da vida.

Mais: a Constituição promulgada em 1988 estabelece em seu artigo 170, inciso 3, a função social da propriedade. Conceito confirmado no Estatuto da Cidade, que coloca à disposição do gestor municipal um conjunto de dispositivos precisamente destinados a resolver situações de conflito segundo os interesses superiores da população. Um deles o Estudo de Impacto de Vizinhança, que creio se aplicar ao caso.

O argumento se justifica mais ainda, tanto quanto se considere a dimensão reduzida do território da cidade – apenas 218 km quadrados – para abrigar uma população que ultrapassa 1 milhão e 500 mil habitantes. Ter ou não mais áreas verdes é, assim, uma variável decisiva.

Tudo faz crê que se trata de uma pendenga de longo curso, cujo desenlace certamente dependerá do tamanho da pressão exercida pela sociedade.
* Colaboraram Custódio Amorim, Janaina Granja e Márcia Branco.

06 junho 2010

Desastre ecológico: eles reconhecem

. “No Golfo, não estava claro quem estava no comando da Plataforma Petrolífera” é uma manchete do New York Times de hoje.
. A matéria considera atrapalhadas das autoridades governamentais norte-americanas no enfrentamento do desastre ambiental.
. Eles reconhecem a incompetência no trato do problema. Falta o
Greenpeace entrar nisso. Por que não entra?
. Você poder o texto acessando http://migre.me/Mc7S

Ibope: Dilma sobe 5 pontos, Serra cai 3 e os dois empatam em 37%

No Vermelho:
. O Estado de S. Paulo e a TV Globo divulgaram neste sábado (5) pesquisa do Ibope em que José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) estão empatados, com 37% cada um. Serra caiu três pontos desde abril. Dilma subiu cinco. No segundo turno também há empate: 42% a 42%, com Serra recuando quatro pontos e Dilma avançando cinco. Na pesquisa espontânea, Dilma subiu quatro pontos, para 19% e Serra subiu um ponto, para 15%.
. Marina Silva (PV) aparece com 9% na pesquisa Ibope, o mesmo número da pesquisa anterior, feita de 13 a 18 de abril. Os indecisos somam 8% dos entrevistados e 9% disseram que votarão em branco, nulo ou em nenhum candidato.
. O Estadão Online atribuiu o crescimento da candidata de Lula ao programa de TV do PT, exibido em rede nacional no mês passado. O DEM também exibiu Serra em seu programa, mas segundo o jornal "a propaganda petista foi mais efetiva".
Estadão vê 'favoritismo' de Dilma - Apesar do empate, o jornalista José Roberto de Toledo, do Estado, aponta o "favoritismo" de Dilma. "A maior mudança detectada pela pesquisa foi no favoritismo dos presidenciáveis aos olhos dos eleitores: agora, 40% apostam que Dilma será a sucessora do presidente Lula, contra 35% que jogam suas fichas em Serra. Em abril, a situação era inversa: 43% apostavam no tucano, e apenas 34% achavam que ela venceria", analisa Toledo.
. A vantagem na pesquisa espontânea também aponta uma favorita. Além da vantagem de 19% contra 15% (no limite da margem de erro do Ibope), há os 12% do eleitorado que manifestaram a intenção de votar no presidente Lula. Na região Nordeste, este índice sobe para 22%.
. Os números do Ibope também desfavorecem Serra no quesito rejeição. Ele é o presidenciável mais rejeitado, 24% dos eleitores dizendo que não votarão nele, enquanto 19% rejeitam Dilma e 15% Marina. Na rodada de abril do Ibope, Dilma tinha uma rejeição dois pontos superior à de Serra: 34% contra 32%.
. Além de pesquisar o cenário com os pré-candidatos do PSDB, do PT e do PV, o Ibope também apresentou aos entrevistados, pela primeira vez, uma lista com os nomes dos candidatos de pequenos partidos. Mesmo com 13 pré-candidatos no segundo cenário, o quadro fica exatamente o mesmo – Serra, Dilma e Marina mantêm seus porcentuais.

Bom dia, Clóvis Campêlo

Andarilhos blues


Perdido pela cidade
me encontro em tons azuis,
roques, baladas e blues,
toda a musicalidade

que emerge das suas ruas:
o som sereno do rio,
os cães latindo no cio,
gatos miando pra lua;

o ruído dos motores,
as frenéticas buzinas,
o vapor que contamina,
a vida em estertores.

Perdido pela cidade,
olhando a cara do povo
em busco de algo novo,
procuro a felicidade.