Historicamente, o voto distrital foi adotado na Europa, no
pós-guerra, como artifício para deter o crescimento eleitoral das forças
situadas à esquerda. Converte a eleição de cada parlamentar numa eleição
majoritária, à semelhança de governadores e senadores, desequilibrando mais
ainda a disputa em favor dos grandes partidos. No caso do Brasil, mais um fator
de reforço do poder econômico – e da corrupção -, já que não se tocaria no
financiamento empresarial de campanhas. Pior: o senador José Serra (PSDB) –
pasmem! – propõe o voto distrital para vereador, em cidades de 200 mil
eleitores em diante. Para elitizar as Câmaras Municipais.
A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
24 abril 2015
O PCdoB diante da crise política
Em ambiente político conturbado, sem receios nem
subterfúgios afirmamos nossa posição: temos lado, sim; resistir é preciso.
22 abril 2015
21 abril 2015
Camarão, presente!
Lamento a morte de Camarão, mestre sanfoneiro, Patrimônio
Vivo de Pernambuco. Ele formou gerações de músicos pernambucanos.
Bola na Rede
Agora, no 35° aniversário da comunidade Bola na Rede - com o vereador Almir Fernando, Edilene e lideranças. Festa animada, muita gente na rua, bandeiras de luta erguidas.
Lutadores que permanecerão entre nós
Marcão, Manoel Santos e Pedro Eugênio
Luciano Siqueira, no Blog da Folha
Três combatentes que se foram no curto espaço de dez dias.
Em comum, a crença de que um mundo de igualdade e justiça é possível e a
determinação de lutar sempre.
Lutadores da minha geração, ocupando distintas trincheiras.
Meus amigos.
Marcão, desde os idos de sessenta, quando atuou no movimento estudantil ao lado de minha companheira Luci, Tadeu Lira, Roberto Franca e muitos outros.
Pedro, desde que na minha primeira eleição para deputado estadual, ele então professor da Universidade Federal de Pernambuco, ajudou a campanha de muitas formas – inclusive conduzindo “pirulitos” no grande comício pró-Marcos Freire e Cid Sampaio, no Largo de Casa Amarela.
Com Manoel construí aos poucos e por curto período uma daquelas amizades que a gente faz a partir da luta pelo mesmo ideal. Tenho comigo isso: gosto das pessoas pelo bem que fazem – unilateralmente, sem pedir licença nem retribuição. Na Assembleia Legislativa, ele deputado pelo PT e eu pelo PCdoB, nos aproximamos mais. Já na posse eu me apresentei a ele como soldado à disposição a luta dos trabalhadores rurais.
Com Marcão e Pedro o diálogo foi mais intenso e mais frequente e percorreu várias fases de nossas vidas. Com uma boa dose de confidências.
Pedro e Manoel se destacaram como parlamentares de luta, compromissos sólidos, competência e combatividade.
Marcão foi capaz de gestos de ousadia e desprendimento ao longo de quarenta e oito anos de militância comunista. Atuou na clandestinidade. Universitário, converte-se em operário de fábrica para fugir à repressão e se ligar aos trabalhadores, em Fortaleza. Juntou-se aos que reorganizaram o PCdoB em Pernambuco no final dos anos setenta, após pesadas quedas sob a ofensiva da repressão policial. Há alguns anos, ocupou uma trincheira muito própria – a da literatura – onde interpretou o modo de ser, de lutar, de amar, de sofrer e de viver da gente simples do Recife e de outros lugares. Tornou-se o premiado escritor Marco Albertim.
Ontem, no velório de Manoel, à semelhança do velório de Marcão, os amigos me falavam da morte. Delicadamente inverti o diálogo: prefiro falar da vida. Desta curta vida de todos nós, que é preciso vivê-la intensamente – para que a aurora de cada dia nos anuncie uma verdade absoluta e inquestionável: quem luta a vida inteira viverá sempre.
Marcão, Manoel e Pedro Eugênio – combatentes de toda uma vida – estarão para sempre entre nós e inspirarão novas gerações.
Lutadores da minha geração, ocupando distintas trincheiras.
Meus amigos.
Marcão, desde os idos de sessenta, quando atuou no movimento estudantil ao lado de minha companheira Luci, Tadeu Lira, Roberto Franca e muitos outros.
Pedro, desde que na minha primeira eleição para deputado estadual, ele então professor da Universidade Federal de Pernambuco, ajudou a campanha de muitas formas – inclusive conduzindo “pirulitos” no grande comício pró-Marcos Freire e Cid Sampaio, no Largo de Casa Amarela.
Com Manoel construí aos poucos e por curto período uma daquelas amizades que a gente faz a partir da luta pelo mesmo ideal. Tenho comigo isso: gosto das pessoas pelo bem que fazem – unilateralmente, sem pedir licença nem retribuição. Na Assembleia Legislativa, ele deputado pelo PT e eu pelo PCdoB, nos aproximamos mais. Já na posse eu me apresentei a ele como soldado à disposição a luta dos trabalhadores rurais.
Com Marcão e Pedro o diálogo foi mais intenso e mais frequente e percorreu várias fases de nossas vidas. Com uma boa dose de confidências.
Pedro e Manoel se destacaram como parlamentares de luta, compromissos sólidos, competência e combatividade.
Marcão foi capaz de gestos de ousadia e desprendimento ao longo de quarenta e oito anos de militância comunista. Atuou na clandestinidade. Universitário, converte-se em operário de fábrica para fugir à repressão e se ligar aos trabalhadores, em Fortaleza. Juntou-se aos que reorganizaram o PCdoB em Pernambuco no final dos anos setenta, após pesadas quedas sob a ofensiva da repressão policial. Há alguns anos, ocupou uma trincheira muito própria – a da literatura – onde interpretou o modo de ser, de lutar, de amar, de sofrer e de viver da gente simples do Recife e de outros lugares. Tornou-se o premiado escritor Marco Albertim.
Ontem, no velório de Manoel, à semelhança do velório de Marcão, os amigos me falavam da morte. Delicadamente inverti o diálogo: prefiro falar da vida. Desta curta vida de todos nós, que é preciso vivê-la intensamente – para que a aurora de cada dia nos anuncie uma verdade absoluta e inquestionável: quem luta a vida inteira viverá sempre.
Marcão, Manoel e Pedro Eugênio – combatentes de toda uma vida – estarão para sempre entre nós e inspirarão novas gerações.
20 abril 2015
Contra o golpismo
Luciana Santos: "Não podemos brincar com a democracia"
A deputada federal
Luciana Santos (PCdoB-PE) classificou de “golpismo” a articulação de partidos
de oposição para desencadear um processo de impeachment da presidenta Dilmar
Rousseff (PT).
Não podemos brincar de democracia. O PCdoB defende o mandato da
presidenta Dilma porque foi um mandato que o povo elegeu e não será golpismo ou
tentativa de manipulação de recursos ilegais que vai derrotar a vontade
política do povo brasileiro”, disse a parlamentar após encontro estadual do
PCdoB, em Manaus, sábado (18), na Assembleia Legislativa do Amazonas.
Na quinta-feira (16), o presidente nacional do PSDB, o senador Aécio
Neves (MG), afirmou que a legenda apoiará a apresentação do pedido de
afastamento da presidente caso seja confirmada a responsabilidade dela nas
“pedaladas fiscais” apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
A corte aprovou relatório, na quarta-feira (15), que considera crime de
responsabilidade as manobras fiscais feitas pelo Tesouro com dinheiro de bancos
públicos para reduzir artificialmente o déficit do governo em 2013 e 2014.
“Vamos ter a responsabilidade e a prudência para tomar qualquer decisão, mas
vamos ter a coragem. Se considerarmos que houve cometimento de crime de
responsabilidade, nós vamos agir como determina a Constituição”, disse o tucano
em entrevista à Folha.
Para a futura presidenta do PCdoB, que hoje ocupa o posto de
vice-presidente da legenda, Luciana Santos, o que de fato está ocorrendo no
Congresso é uma disputa política oriunda da acirrada campanha eleitoral
presidencial.
“Se usa um argumento frágil para poder tentar reverter o resultado das
eleições dando continuidade ao terceiro turno da campanha eleitoral no Brasil.
Nós refutamos qualquer tipo de caminho que represente rasgar ou destruir um
processo legítimo que lutamos tanto para garantir, que foram as eleições
diretas, na qual o povo fez sua opção”, afirmou a comunista.
Para ela, a situação apontada pelo TCU não dá base jurídica para pedido
de impeachment, pois a prática é recorrente em gestões anteriores, inclusive na
dos tucanos. “Se fosse por ‘pedalada fiscal’, o Fernando Henrique não tinha
passado um ano de governo, porque essa questão contábil de mexer nas contas dos
bancos públicos e vice-versa, do Tesouro para os bancos que impulsionam o
desenvolvimento regional ou de estatais, eram práticas seculares no Brasil e no
governo Fernando Henrique eram mais acentuadas do que hoje essas manobras
contábeis. Esse é um assunto superado. O senado aprovou as contas da presidenta
Dilma. E estamos vendo o assunto ser requentado com o único objetivo de golpear
a democracia”, disse.
CPI do BNDES também é refutada - A deputada federal Luciana Santos também se posicionou contra a apresentação do pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades no Banco Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirmando que é mais uma manobra da bancada oposicionista para enfraquecer o governo.
CPI do BNDES também é refutada - A deputada federal Luciana Santos também se posicionou contra a apresentação do pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades no Banco Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirmando que é mais uma manobra da bancada oposicionista para enfraquecer o governo.
“Eles não se conformam é com a quantidade de avanços que o Brasil teve
nesses anos, como tirar 40 milhões de brasileiros da linha da pobreza,
enfrentar as desigualdades regionais, colocar 5,5 milhões de jovens nas
universidades através do Prouni e Fies. Eles não suportam isso, e vão usar de
toda uma estratégia orquestrada para interromper esse processo de conquistas
para o povo brasileiro. A CPI vai ao encontro dessa estratégia porque o BNDES é
o segundo banco de fomento do mundo e é ele que está alavancando a economia
nacional, que financia desde uma padaria até uma refinaria e agora eles querem
eleger mais um alvo para destruir as ferramentas que impulsionam o
desenvolvimento nacional”, disse a comunista.
Na quinta-feira, a oposição (PSDB, PSB, DEM e PPS) na Câmara de
Deputados deu entrada a um pedido de instalação de uma CPI para investigar
supostas irregularidades em empréstimos concedidos pelo BNDES, ocorridas entre
2003 e 2015. Com 199 assinaturas e apoio de todos os partidos, com exceção do
PT e do PCdoB, os deputados citam os empréstimos secretos à Cuba e Angola, às
empresas investigadas na operação Lava-Jato e às empresas de Eike Batista e do
setor frigorífico.
Fonte: Jornal A Crítica
Fonte: Jornal A Crítica
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