Alckmin diz que, se eleito, deixará com a Petrobras tudo que é relacionado a prospecção, pesquisa, retirada de petróleo e gás. As etapas seguintes seriam privatizadas (distribuição e transmissão). [DNA entreguista, sem dúvida!]
A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
19 julho 2018
Cuidado: frágil
Se um candidato bem situado nas pesquisas não consegue uma legenda disposta a indicar seu vice, ou não se acredita em pesquisas ou se prevê uma tendência de queda das intenções de voto nele.
Dispersão
Se só tem tu, vai tu mesmo
Luciano Siqueira, no portal Vermelho
A quarenta dias das convenções partidárias, permanece a dispersão de forças — nas oposições e nas hostes governistas.
Aqui na província, quando se frustram tentativas de entendimento em busca de um objetivo comum, se usa essa expressão popular: se só tem tu, vai tu mesmo.
É possível que o rentismo em sua expressão política, que perpassa os partidos de centro-direita e de direita, organizações empresariais e o complexo midiático, ainda não tenha esgotado as chances de ter, afinal, a candidatura que lhe represente (em associação com as elites mais retrógradas) e que unifique forças suficientes para suplantar o ex-capitão de extrema direita (que não lhe inspira confiança) e disputar o pleito com possibilidades reais de vitória.
Até os minutos finais da prorrogação muita coisa ainda pode acontecer, que nem nos jogos da recente Copa do Mundo.
Mas a coisa anda confusa e ao candidato certamente de maior confiança, Geraldo Alckmin, aparentemente tem faltado competência para juntar os demais.
De toda sorte, em algum grau essas forças comprometidas com as políticas ultra liberais haverão de se somar.
Do ponto de vista dos interesses reais da nação e do povo, ruim é que prevaleça cenário semelhante no campo oposicionista.
Disputar com quatro candidaturas de esquerda, mesmo que se respeitem entre si e mirem o alvo comum — pois não têm divergências tão profundas, como diz a deputada Manuel D'Ávila, pré-candidata pelo PCdoB —, será um risco enorme.
Tudo bem que distintas correntes políticas desejem expressar com nitidez suas propostas programáticas. Mas não se pode resvalar para a hipótese reducionista de marcar posição.
Uma unidade agora geraria a possibilidade real de um segundo turno polarizado entre uma coalizão de esquerda e progressista contra o centro-direita.
Mas, é óbvio, falta combinar com os russos.
A jogada de alto risco do PT, que persiste na pré-candidatura do ex-presidente Lula a todo custo, e a resistência a alianças por parte do pré-candidato do PSOL conduzem a um impasse, já que o PCdoB e o PDT têm se mostrado mais acessíveis a uma composição.
Pode-se supor que a sociedade está polarizada em sua base, como esteve em 1989, e venha novamente a ignorar candidaturas estruturadas sobre lastro partidário forte e leve a um segundo turno essa polarização.
Esquerda versus extrema direita? Ou não tanto assim, mas entre candidaturas à testa de composições em que fronteiras programáticas estejam mais ou menos borradas, como comumente acontece?
O PT parece jogar nessa hipótese, arriscando uma possível substituição de Lula na undécima hora em nome da polarização na base da sociedade. Será?
Em último caso, do lado de cá da peleja, se deve evitar por todos os meios que tenhamos que enfrentar as urnas plenamente divididos. Pelo menos uma unidade parcial se impõe como absolutamente necessária.
Se tivermos que adotar a alternativa só tem tu, vai tu mesmo o grau de imprevisibilidade quanto aos resultados chegará ao extremo.
Luciano Siqueira, no portal Vermelho
A quarenta dias das convenções partidárias, permanece a dispersão de forças — nas oposições e nas hostes governistas.
Aqui na província, quando se frustram tentativas de entendimento em busca de um objetivo comum, se usa essa expressão popular: se só tem tu, vai tu mesmo.
É possível que o rentismo em sua expressão política, que perpassa os partidos de centro-direita e de direita, organizações empresariais e o complexo midiático, ainda não tenha esgotado as chances de ter, afinal, a candidatura que lhe represente (em associação com as elites mais retrógradas) e que unifique forças suficientes para suplantar o ex-capitão de extrema direita (que não lhe inspira confiança) e disputar o pleito com possibilidades reais de vitória.
Até os minutos finais da prorrogação muita coisa ainda pode acontecer, que nem nos jogos da recente Copa do Mundo.
Mas a coisa anda confusa e ao candidato certamente de maior confiança, Geraldo Alckmin, aparentemente tem faltado competência para juntar os demais.
De toda sorte, em algum grau essas forças comprometidas com as políticas ultra liberais haverão de se somar.
Do ponto de vista dos interesses reais da nação e do povo, ruim é que prevaleça cenário semelhante no campo oposicionista.
Disputar com quatro candidaturas de esquerda, mesmo que se respeitem entre si e mirem o alvo comum — pois não têm divergências tão profundas, como diz a deputada Manuel D'Ávila, pré-candidata pelo PCdoB —, será um risco enorme.
Tudo bem que distintas correntes políticas desejem expressar com nitidez suas propostas programáticas. Mas não se pode resvalar para a hipótese reducionista de marcar posição.
Uma unidade agora geraria a possibilidade real de um segundo turno polarizado entre uma coalizão de esquerda e progressista contra o centro-direita.
Mas, é óbvio, falta combinar com os russos.
A jogada de alto risco do PT, que persiste na pré-candidatura do ex-presidente Lula a todo custo, e a resistência a alianças por parte do pré-candidato do PSOL conduzem a um impasse, já que o PCdoB e o PDT têm se mostrado mais acessíveis a uma composição.
Pode-se supor que a sociedade está polarizada em sua base, como esteve em 1989, e venha novamente a ignorar candidaturas estruturadas sobre lastro partidário forte e leve a um segundo turno essa polarização.
Esquerda versus extrema direita? Ou não tanto assim, mas entre candidaturas à testa de composições em que fronteiras programáticas estejam mais ou menos borradas, como comumente acontece?
O PT parece jogar nessa hipótese, arriscando uma possível substituição de Lula na undécima hora em nome da polarização na base da sociedade. Será?
Em último caso, do lado de cá da peleja, se deve evitar por todos os meios que tenhamos que enfrentar as urnas plenamente divididos. Pelo menos uma unidade parcial se impõe como absolutamente necessária.
Se tivermos que adotar a alternativa só tem tu, vai tu mesmo o grau de imprevisibilidade quanto aos resultados chegará ao extremo.
Leia mais sobre temas da atualidade: https://bit.ly/2Jl5xwF e acesse o canal ‘Luciano Siqueira opina’, no YouTube https://bit.ly/2ssRlvd
18 julho 2018
Unir quem e por quê?
Edmário
Tão rara quanto indispensável
Luciano Siqueira, no Blog de Jamildo/portal ne10
"A unidade não é cinza, há de ser sempre multicolor", ensinava o velho dirigente comunista João Amazonas.
Ou seja: cabe unificar o pensamento em torno do essencial e conviver com múltiplas abordagens acerca de um mesmo problema. Respeitando as diferenças.
A realidade é complexa e comporta opiniões definitivas. Até porque tudo está em movimento, sujeito a transformações.
Então, unir é indispensável — mas não é fácil, sobretudo em tempo de crise estrutural, como o que vivemos no Brasil.
Basta um olhar superficial no noticiário acerca dos partidos políticos e como se comportam diante do desafio das eleições gerais deste ano — tanto em relação à presidência da República como quanto aos governos estaduais — para constatar que falta às coalizões em formação, como a cada partido internamente a necessária convergência de ideias e intenções.
No espírito da unidade sugerido por Amazonas, o PCdoB se sobressai como um partido nacionalmente uno; preservando a liberdade de depressão entre seus militantes, para que o debate flua permanentemente e possa inclusive aperfeiçoar a unidade alcançada.
Cá na província, recentemente divergências sobre a composição da chapa majoritária do bloco oposicionista liderado pela pré-candidatura do senador Armando Monteiro (PTB) ao governo do estado vieram à tona com certa virulência.
Também chama a atenção a disputa que se arrasta no interior do PT, tendo como foco uma candidatura própria ao governo estadual confrontada com a defesa da integração desse partido à Frente Popular.
Muitos outros exemplos podem ser cotejados.
Tamanha dispersão haverá de se reduzir quando a proposta programática – seja qual for - estiver posta à mesa como elemento em relação ao qual se deva celebrar, ou não, a união de forças.
Vale para a eleição nacional e para a eleição local — e para todas as coalizões partidárias.
A correlação de forças na busca do voto será em grande parte determinada pela boa ou má resposta que as candidaturas majoritárias venham a dar à questão "quem se une a aquém e com que propósito?"
Luciano Siqueira, no Blog de Jamildo/portal ne10
"A unidade não é cinza, há de ser sempre multicolor", ensinava o velho dirigente comunista João Amazonas.
Ou seja: cabe unificar o pensamento em torno do essencial e conviver com múltiplas abordagens acerca de um mesmo problema. Respeitando as diferenças.
A realidade é complexa e comporta opiniões definitivas. Até porque tudo está em movimento, sujeito a transformações.
Então, unir é indispensável — mas não é fácil, sobretudo em tempo de crise estrutural, como o que vivemos no Brasil.
Basta um olhar superficial no noticiário acerca dos partidos políticos e como se comportam diante do desafio das eleições gerais deste ano — tanto em relação à presidência da República como quanto aos governos estaduais — para constatar que falta às coalizões em formação, como a cada partido internamente a necessária convergência de ideias e intenções.
No espírito da unidade sugerido por Amazonas, o PCdoB se sobressai como um partido nacionalmente uno; preservando a liberdade de depressão entre seus militantes, para que o debate flua permanentemente e possa inclusive aperfeiçoar a unidade alcançada.
Cá na província, recentemente divergências sobre a composição da chapa majoritária do bloco oposicionista liderado pela pré-candidatura do senador Armando Monteiro (PTB) ao governo do estado vieram à tona com certa virulência.
Também chama a atenção a disputa que se arrasta no interior do PT, tendo como foco uma candidatura própria ao governo estadual confrontada com a defesa da integração desse partido à Frente Popular.
Muitos outros exemplos podem ser cotejados.
Tamanha dispersão haverá de se reduzir quando a proposta programática – seja qual for - estiver posta à mesa como elemento em relação ao qual se deva celebrar, ou não, a união de forças.
Vale para a eleição nacional e para a eleição local — e para todas as coalizões partidárias.
A correlação de forças na busca do voto será em grande parte determinada pela boa ou má resposta que as candidaturas majoritárias venham a dar à questão "quem se une a aquém e com que propósito?"
Chegou a hora das definições.
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Testemunho
A
escola pública me faz feliz!
Danielle Maria*
No começo de tudo eu tinha muito medo de estudar na escola pública. Eu nunca escutava falar bem de uma escola da rede, eu tinha medo de não conseguir passar de ano, eu tinha medo que as meninas cortassem meu cabelo, eu tinha medo que algum maloqueiro tentasse me tocar. Eu tinha medo de várias coisas.
Mas... em um belo dia tive que
mudar. Eu entrei na escola da rede municipal.
A minha mãe ela procurou várias
informações de uma escola de referência, foi daí que ela encontrou a escola em
tempo integral Nadir Colaço.
Quando eu entrei na rede municipal,
tudo em minha vida mudou. Eu me tornei a aluna mais feliz da minha escola.
Em um belo dia a minha irmã estava
me procurando feito uma doida com um papel. Foi a minha professora de Português
que tinha dado para ela. Daí eu fui à professora e ela me falou: Estude esse
projeto e me fale sobre ele amanhã.
No outro dia eu expliquei o
projeto para minha professora Vanderlea de Oliveira. Participei junto com meus
colegas: Rhudá e Cássia, da Feira Escola, fomos para Fecon (Feira do Conhecimento
do Recife) e lá premiados para a Mil Set Brasil em Fortaleza e fomos premiados
para a Ciencap, no Paraguai com o projeto Piano de Garrafas.
Foi com essas oportunidades que a
escola pública me tornou uma criança feliz.
*Danielle, 14
anos, aluna da Escola Municipal Nadir Colaço, no Recife
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