17 março 2026

Futebol brasileiro

Inconsequente dança de técnicos
Luciano Siqueira 
instagram.com/lucianosiqueira65   

O técnico Tite, dispensado ontem pelo Cruzeiro, é o sétimo a deixar seus clubes no início do campeonato brasileiro da série A. 

Se foram mantidos ou contratados até pouco antes da competição, supõe-se que havia algum grau de expectativa da consistência da escolha. 

Se havia, para sete clubes da primeira prateleira do atual futebol profissional brasileiro a convicção de dissipou diante dos primeiros resultados negativos. 

Hernán Crespo, do São Paulo; Filipe Luís, Flamengo; Jorge Sampaoli, Atlético Mineiro; Juan Carlos Osorio, Clube do Remo e Fernando Diniz, Vasco da Gama, completam a lista.

A pressão sobre os treinadores permanece elevada, com o início de 2026 superando a média de demissões de 2025 e 2024 no mesmo período. 

Praticamente todos os dirigentes de clubes brasileiros são empresários bem sucedidos em seus negócios. Por que não dão certo como gestores no futebol? 

A paixão e o imediatismo falam mais alto e dialogam intimamente com a irresponsabilidade. 

Seria menos grave se não fosse um dos sintomas evidentes da prolongada crise do futebol brasileiro, que se reflete no insuficiente padrão técnico e na construção de identidade própria na competição com selecionados nacionais mais avançados. 

A arte, a técnica e a objetividade no futebol https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/02/futebol-aparencia-e-essencia.html 

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