09 julho 2006

Cores, criatividade e vida


Foto TUCA SIQUEIRA
Na visita à Feneart, ontem, ao lado Humberto Costa e da prefeita de Olinda, Luciana Santos, vivemos horas de encanto e prazer num mundo de cores, criatividade e vida. E a lembrança de uma distinção feita por Ferreira Gullar entre artesão e artista. Para ele, o artesão repete a sua criação; o artista vais mais além: faz de cada peça uma nova e original criação. Encontramos artesãos e artistas de grande valor – de Marliete, do Alto do Moura, Caruaru, a J. Borges, de Gravatá.

08 julho 2006

Descontrole da segurança


Lá como cá – São Paulo e Pernambuco. Tanto quanto o ex-governador Jarbas Vasconcelos, seu colega Alckmin alardeou medidas fantasiosas destinadas a derrotar o crime organizado, reduzir a violência e proporcionar segurança aos cidadãos. Hoje, lá e cá, é de descontrole a situação de segurança, produto da persistência de um modelo ultrapassado recheado com muita pirotecnia. Por que os dois ex-governadores não reconhecem que erraram e fogem ao debate do tema?

126 milhões com direito ao voto


Segundo o TSE, quase 126 milhões de brasileiros podem votar nas eleições de outubro. Será que 10% do total têm algum tipo de vida associativa? Provavelmente não. Ou seja, a esmagadora maioria dos eleitores não tem oportunidade de discutir os problemas do país e do seu lugar de maneira organizada, ficando a mercê da informação que chega a suas casas através da TV e do rádio. Isto impõe um imenso esforço de abordagem das pessoas no curso da campanha eleitoral, capaz de esclarecê-las e de estimulá-las não apenas a votarem segundo a sua consciência, mas igualmente se sentirem motivadas a participar de alguma forma de organização e luta pelos seus direitos fundamentais.

Farpas que não atingem


Foto TUCA SIQUEIRA

Se você costuma ler as colunas nos jornais locais, certamente terá visto que, nos últimos dias, o comando da campanha do ex-governador Jarbas Vasconcelos vem procurando distorcer nosso chamamento ao debate de idéias. Pela voz da chamada “assessoria” do candidato ou de parlamentares que o apóiam, lança farpas com o sentido de nos atingir. Bobagem. Nem deixaremos de propor o debate acerca de problemas centrais do país e de Pernambuco, nem nos afastaremos da conduta respeitosa para com o adversário.

Brincadeira. Mas faz sentido


Um pé de pimenta, nosso presente ao ex-ministro Humberto Costa, em seu aniversário ontem à noite, por ocasião da inauguração do comitê central da coligação Melhor para Pernambuco, obviamente se constitui numa brincadeira. Mas faz sentido. Dizem que a pimenteira concentra todas as energias negativas relacionadas com a ira, a inveja, as agressões - livrando, assim, que essa energia negativa atinja o seu dono. Na medida em que a campanha tome vulto, as possibilidades de vitória de Humberto certamente despertarão nos adversários sentimentos agressivos, que serão absorvidos pelo inocente pé de pimenta. Acredite. Palavra de marxista-leninista...

07 julho 2006

A mídia e a rua


Foto TUCA SIQUEIRA


A cada eleição o peso do chamado palanque eletrônico aumenta. A TV, sobretudo, e o rádio, permitem aos candidatos falarem para centenas de milhares de eleitores. No caso da campanha presidencial, para milhões. No entanto, nada pode substituir o calor da militância nas ruas, o diálogo com o povo. Para que a mensagem veiculada na TV sensibilize o telespectador-eleitor, é imprescindível que ela contenha o traço da emoção que brota das ruas.

A acolhida do povo de Brasília Teimosa, ontem à noite, foi pura emoção.

Valeu a tua luta, Marcelo

Nesta sexta-feira de muita emoção pela perda do amigo e camarada Marcelo Medeiros, falecido ontem à tarde, vítima de enfermidade que enfrentou com altivez durante um ano, os versos de Ferreira Gullar servem de alento.

A tua vida valeu a pena, Marcelo. Continuaremos nossa luta.

Dois e dois quatro

Como dois e dois são quatro
Sei que a vida vale a pena
Embora o pão seja caro
E a liberdade pequena

Como teus olhos são claros
E a tua pele, morena
Como é azul o oceano
E a lagoa serena

Como um tempo de alegria
Por trás do terror me acena
E a noite carrega o dia
No seu colo de açucena

Sei que dois e dois são quatro
Sei que a vida vale a pena
Mesmo que o pão seja caro
E a liberdade pequena.