18 dezembro 2015

Golpistas chamuscados

O golpismo engasgou

Walter Sorrentino, no portal Vermelho

O processo de impeachment engasgou. O atropelo institucional de Eduardo Cunha na Câmara foi barrado. As forças golpistas estão desacorçoadas, nas ruas e nas tribunas.
As regras do jogo foram mantidas pelo STF com respeito ao impeachment de Collor.
A Comissão Especial na Câmara dos Deputados, não pode ser eleita arbitrariamente, com chapa avulsa e voto secreto.
Embora não admitida no STF a defesa prévia da presidenta antes da admissibilidade do processo pelo Presidente da Câmara, tudo terá que ser refeito com a indicação dos membros da Comissão Especial pelos líderes partidários, e com votação aberta, conforme a Constituição.
O Senado tem o direito da admissibilidade do processo eventualmente aprovado pela Câmara julgando o parecer condenatório da Comissão Especial, antes de impor a licença à presidenta. Ganha a relação justa entre a Câmara e o Senado, a quem competirá não apenas julgar – presidida pelo presidente do STF -, mas também julgar politicamente se admite a instauração do processo. Fá-lo-ápor maioria simples, havendo presença da maioria de seus membros.
Vitória do Estado de direito democrático e as prerrogativas da Constituição.
Ganha o governo com sua justa causa, indicando que se o impeachment é previsto na Constituição, é golpismo se não tiver fundamento jurídico com base na lei. A presidenta Dilma não cometeu crime de responsabilidade nos termos da Lei. Inventar crimes para destituí-la é golpismo indisfarçável.
Ganha o STF, pela defesa da Constituição.
Ganham as forças populares nas ruas, barrando o processo.
Ganha a civilidade do sistema político na Câmara mediante o Colégio de líderes, contra o arbítrio e casuísmo de Eduardo Cunha.
Ganha o PCdoB que protagonizou desde a primeira hora a causa da ADPF julgada hoje.
Foram derrotados os baixos instintos golpistas que comungaram a oposição no Congresso e nas ruas com as chantagens antirrepublicanas de Eduardo Cunha. Dá-se o Brasil ao respeito!
Foram derrotadas as forças do partido da imprensa golpista, açulando as manifestações odientas da direita nas ruas.
Foram desmoralizados os tucanos, cujo ex-governador de Minas Gerais foi condenado à prisão por vinte anos e, na cara-dura, jogam contra o país, a normalidade política e os interesses do povo.
Perdem Eduardo Cunha, Michel Temer e o histórico manifesto golpista proclamado hoje por Paulo Skaf em nome da FIESP - nem Roberto Marinho, no auge de sua prepotência, iria tão longe quanto ele.
Alterou-se a disputa no PMDB. Nova indicação da bancada devolve a liderança usurpada pela manobra de Temer-Cunha em destituir a ala que apoia o governo.
Amanhã o governo anuncia MP da leniência das empresas envolvidas na Lava Jato. Hoje Dilma se reuniu com o povo das ruas que ontem mobilizaram cerca de 300 mil manifestantes.
Ela ganha tempo político para anunciar rumos imediatos pactuados para minorar a crise. Foi aprovado o orçamento que mantém os investimentos do Bolsa Família e MCMV, descontados se necessário do superávite primário acordado.
Medidas já anunciadas por Dilma Roussef ao longo deste ano – enfraquecidas pela crise política – passam a ter horizonte para a repactuação entre as forças interessadas na retomada do crescimento econômico. Exemplos: Compromisso pelo Desenvolvimento, entre as forças industrias e as centrais sindicais, podem ser ativadas com a sinalização da retomada da queda dos juros; estímulo às exportações, proteção do emprego.
Criam condições para um reencontro entre forças produtivas da indústria, os trabalhadores e as ruas.
Vai ficando claro que a estabilidade institucional e a normalidade política, com Dilma no comando, é o caminho mais curto e consequente para enfrentar a crise e pôr a economia nos trilhos.
Fora disso, é ilusão imaginar um impeachment fraudulento criar condições para pacificação nacional. Ao contrário, a instabilidade e ingovernabilidade se agravariam.
Grande dia, de uma grande luta ainda inconclusa.
A democracia vencerá. Com ela, as condições para o povão manter as conquistas alcançadas, e para o governo se reencontrar com sua base social para aprofundar essas conquistas com reformas estruturais ao longo dos três anos restantes do governo.
Dilma precisa liderar com amplitude a luta por essa saída: um gabinete de crise, mudanças na orientação do ajuste, e determinação em unir forças e medidas nessa direção. O país precisa de sinalização de futuro!
A luta continua. Nas ruas e nas tribunas. Não foi vencida, mas agora em condições menos desfavoráveis, embora ainda instáveis e imprevisíveis.
Walter Sorrentino é médico e vice-presidente nacional do PCdoB
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Mensagem de Luciana

A deputada Luciana Santos, presidenta nacional do PCdoB, enviou uma mensagem em vídeo para os leitores do portal Vermelho logo após o encerramento da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que acolheu grande parte da ação apresentada pelo partido que, ao ser aprovada, impôs uma grande derrota ao movimento golpista do deputado Eduardo Cunha. Para a dirigente nacional dos comunistas "o PCdoB se coloca como peça fundamental contra a tentativa de golpear a democracia". Veja vídeo http://migre.me/srzyA

Derrota dos golpistas

STF acata ação do PCdoB e derruba manobra golpista de Cunha

Por Dayane Santos, no portal Vermelho
Fortalecendo a democracia e mantendo-se como guardião da Constituição, o Supremo Tribunal Federal (STF) acatou a ação movida pelo PCdoB, derrubando o rito golpista de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por 6 votos a 5.
O deputado federal Rubens Junior (PCdoB-MA) afirmou: “Havia um golpe em formação na Câmara patrocinado por Eduardo Cunha. O STF interveio, garantindo a preservação da Constituição”.
O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, que acompanhou a votação no plenário do STF, afirmou: “O trem entrou nos trilhos. E os trilhos são retos e não tortos”.
Num debate profundo sobre a responsabilidade da Corte na garantia dos preceitos constitucionais e na defesa da democracia, a maioria dos ministros decidiu anular a eleição da chapa avulsa para a comissão especial da Câmara, manobrada por Cunha. De acordo com o STF, não pode haver candidatura avulsa para o colegiado, somente indicações de líderes partidários ou blocos, como estabelece a Constituição.
Jogo de Cunha - Os ministros Luís Roberto Barroso, Teori Zavaski, Rosa Weber, Luís Fux, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski votaram contrários ao voto apresentado pelo ministro Edson Fachin, que matinha a chapa avulsa. Somente os ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias Tóffoli votaram pela homologação da manobra.
Os ministros também entenderam que o Senado pode arquivar o processo de impedimento da presidenta mesmo se o plenário da Câmara dos Deputados admitir a denúncia por crime de responsabilidade. Dessa forma, Dilma só poderia ser afastada do cargo, por 180 dias, como prevê a lei, após decisão dos senadores.
A maioria dos ministros também rejeitou a votação secreta, anulando a eleição. O ministro Luís Roberto Barroso abriu a divergência do voto do relator e defendeu a anulação da votação secreta para formação da comissão especial do processo de impeachment, ocorrida no dia 8 de dezembro.
Para o ministro, o voto secreto para formação de comissão não está previsto no Regimento Interno da Câmara e foi instituído por meio de decisão individual do presidente de Eduardo Cunha, que, segundo ele, mudou as regras “no meio do jogo”.
Barroso também acatou a argumentação do PCdoB e considerou inaceitável a eleição de chapa avulsa, formada pela oposição. Para Barroso, a candidatura é constitucionalmente inaceitável.
“Se a representação é do partido, os nomes do partido não podem ser escolhidos heteronimamente de fora para dentro. Quer dizer, os adversários e concorrentes é que vão escolher o representante do partido. Não há nenhuma lógica nisso”, argumentou.
O ministro Teori Zavascki também votou contra a eleição de chapa avulsa para formação de comissão especial. Mas apesar de se posicionar contra a eleição da chapa avulsa, Zavascki decidiu validar a votação secreta.
O ministro também votou a favor da prerrogativa do Senado para arquivar o processo de impeachment.
O ministro Luiz Fux defendeu que processo de impeachment deve seguir o mesmo rito que o processo de Collor, em 1992.
Já a ministra Rosa Weber acompanhou o voto de Barroso e defendeu o voto aberto para a composição da comissão, bem como a inconstitucionalidade das candidaturas avulsas para sua composição. Ela também concordou que cabe ao Senado fazer um juízo de admissibilidade sobre a denúncia enviada pela Câmara.
O decano do tribunal, Celso de Mello, apontou que a Corte deve reconhecer que o Senado tem competência para instaurar o procedimento de impeachment.
"Não podemos deixar de reconhecer a possibilidade de, mediante avaliação discricionária, do Senado deliberar pela extinção liminar anômala desse processo", declarou Celso de Mello.
Choro dos derrotados - Gilmar Mendes acompanhou integralmente o voto do ministro Fachin e, como é característica, fez um discurso mais político do que jurídico. Apesar da ação não discutir se o impeachment tem fundamento ou não, e tão somente o rito, Gilmar resolveu falar sobre o mérito do impeachment. “Estamos de ladeira abaixo, sem governo, sem condições de governar", disse ele, informando em seguida que iria se ausentar da sessão porque tinha uma viagem.
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Vitórias parciais

Uma semana emblemática

(Enviado pelo amigo Roberto Trevas)

1) STF julgou   inconstitucional a comissão do Impeachment com chapa avulsa e voto secreto.
2) STF e assegurou a palavra final para a abertura do processo ao Senado.
3) Protestos golpistas foram um retumbante fiasco.
4) Movimentos sociais colocaram mais cidadãos e cidadãs nas ruas do que os golpistas.
5) O PGR pediu oficialmente o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
6) Renan peitou Temer e Leonardo Picciani retomou a liderança do PMDB na Câmara. A maioria do principal partido da base se desvencilhou do golpe e apóia governo.
7) Joaquim Levy, ministro da Fazenda, acaba de se despedir da cadeira no Conselho Monetário Nacional, praticamente confirmando sua saída da direção da economia brasileira.
8) ANFAVEA e Abimaq se opuseram à posição oficial da FIESP pelo golpe e mostraram que parte do empresariado está contra o Impeachment e com Dilma.
9) O Congresso Nacional aprovou orçamento para 2016 com redução da meta fiscal, sem corte nas políticas sociais e com a CPMF mantida para recompor as contas públicas.
10) O TCU começou a rever a responsabilidade da presidenta Dilma sobre a falácia das "pedaladas fiscais".
11) Ex-presidente do PSDB, Eduardo Azeredo, foi condenado pelo mensalão tucano a mais de 20 anos de prisão.
12) Lava-Jato chegou aos desvios na Petrobrás praticados pelo PSDB nos governos FHC, abrindo mais de 10 denúncias.
13) Enquanto as agências de risco rebaixaram o Brasil, o presidente dos EUA declarou imprescindível o papel do Brasil para o acordo climático na cúpula de Paris.
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Um minicrônica de internauta

Sem Wathsapp

Milena Abreu

Parabéns pelo que vocês se tornaram! O Mundo se acabando e vocês morrendo por causa de Wathsapp. É desse tipo de "humanidade" que tenho falado. Primeiro todo mundo tem um celular, depois pacotes que falam de graça uns para os outros, então essas bestagens de aplicativos para que ninguém precise mais falar com ninguém. Daí saem "kkkk" com lágrimas nos olhos, saem "Estou tão mal" com ironia na alma, e aos poucos com esse passa e repassa de mensagem inúteis, já não se sabe quem é quem. É claro que eu também tenho esse aplicativo, claro que eu também recebo e repasso idiotices, mas morrer porque ele morreu? Me poupem! Ainda bem que continuo fazendo e recebendo ligações de amigos e pessoas que realmente me interessam, e hoje vendo toda essa frescura, me sinto feliz por não ter me contaminado por essa doença que tem endurecido os dedos e esfriado os corações. Melhorem!

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17 dezembro 2015

Balanço otimista

Agora, com Geraldo, reunião de todo o primeiro escalão do nosso governo: cenário mundial, nacional e local: dificuldades e desafios. Balanço e muito positivo.

Escárnio

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes segue em seu comportamento militante (partidário), sem o menor escrúpulo. Hoje, na sessão que tratou do rito do processo de impeachment, citou o senador José Serra, atacou o governo e substituiu as considerações de ordem jurídica por proselitismo oposicionista. Um escárnio. A História o reduzirá à condição de energúmeno.