Time escalado, que virá a partir de janeiro?
Luciano Siqueira
Há que se reconhecer que o capitão Bolsonaro vem estruturando o ministério do futuro governo de modo coerente.
Quando em campanha, jamais explicitou que daria continuidade à agenda de Michel Temer, agora de modo mais amplo e robusto. Não passou de uma cantilena primária centrada no combate à corrupção (sic) e no enfrentamento do chamado crime organizado. Além disso, a promessa de exterminar, se possível, os movimentos sociais e as correntes políticas de esquerda.
Ou seja: a maioria dos eleitores que lhe deu a vitória — influenciada pela manipulação do WhatsApp e das redes sociais, em maior ou menor grau — tem razoável consciência de quem é o presidente eleito.
Inclusive do seu despreparo intelectual e técnico para a missão, além da ausência de habilidade política que jamais adquiriu nos vinte e nove anos de mandato na Câmara dos Deputados, bisonho e inexpressivo parlamentar que sempre foi.
Uma vez vitorioso e tendo que escalar o seu time para governar, mescla a submissão ao mercado e aos ditames de Wall Street, dando poder total ao financista Paulo Guedes (com argumento de que não entende absolutamente nada de economia).
A escalação do restante do time reflete em boa medida o jogo de poder dos núcleos que conformam em entorno do presidente: os militares, cujos ministros tentarão imprimir disciplina e credibilidade ao governo; o estamento judiciário-policial, com o ex-juiz Sérgio Moro em destaque, que sob a capa do combate ao crime organizado e à corrupção tem mesmo a missão de destruir, pela via legal, o sistema partidário vigente; o segmento agronegócio-latifundiarios, diretamente interessado no liberou geral em matéria de sustentabilidade ambiental e outras maldades; e o próprio clã familiar, em relativa conexão com os evangélicos neopetencostais, empenhados da materialização das ideias mais retrógradas em relação aos Direitos Humanos e a questões comportamentais.
Para onde vamos?
Talvez nem o próprio presidente saiba ao certo.
Uma hipótese seria a do fôlego curto do pacto político que passará a governar a partir de janeiro.
A outra, mesmo de modo contraditório, primarista e atabalhoado, que venha a se estender por um tempo razoável um ciclo obscurantista.
Cedo para julgar, mas em tempo para receios quanto aos rumos do País e o estado das condições de sobrevivência da maioria dos brasileiros.
Das pretensões do governante e do perfil do time que escalou, não se pode esperar zelo para com a soberania do País, respeito aos preceitos constitucionais nem atenção às necessidades básicas, interesses e direitos da maioria que sobrevive do próprio trabalho.
Luciano Siqueira
Há que se reconhecer que o capitão Bolsonaro vem estruturando o ministério do futuro governo de modo coerente.
Quando em campanha, jamais explicitou que daria continuidade à agenda de Michel Temer, agora de modo mais amplo e robusto. Não passou de uma cantilena primária centrada no combate à corrupção (sic) e no enfrentamento do chamado crime organizado. Além disso, a promessa de exterminar, se possível, os movimentos sociais e as correntes políticas de esquerda.
Ou seja: a maioria dos eleitores que lhe deu a vitória — influenciada pela manipulação do WhatsApp e das redes sociais, em maior ou menor grau — tem razoável consciência de quem é o presidente eleito.
Inclusive do seu despreparo intelectual e técnico para a missão, além da ausência de habilidade política que jamais adquiriu nos vinte e nove anos de mandato na Câmara dos Deputados, bisonho e inexpressivo parlamentar que sempre foi.
Uma vez vitorioso e tendo que escalar o seu time para governar, mescla a submissão ao mercado e aos ditames de Wall Street, dando poder total ao financista Paulo Guedes (com argumento de que não entende absolutamente nada de economia).
A escalação do restante do time reflete em boa medida o jogo de poder dos núcleos que conformam em entorno do presidente: os militares, cujos ministros tentarão imprimir disciplina e credibilidade ao governo; o estamento judiciário-policial, com o ex-juiz Sérgio Moro em destaque, que sob a capa do combate ao crime organizado e à corrupção tem mesmo a missão de destruir, pela via legal, o sistema partidário vigente; o segmento agronegócio-latifundiarios, diretamente interessado no liberou geral em matéria de sustentabilidade ambiental e outras maldades; e o próprio clã familiar, em relativa conexão com os evangélicos neopetencostais, empenhados da materialização das ideias mais retrógradas em relação aos Direitos Humanos e a questões comportamentais.
Para onde vamos?
Talvez nem o próprio presidente saiba ao certo.
Uma hipótese seria a do fôlego curto do pacto político que passará a governar a partir de janeiro.
A outra, mesmo de modo contraditório, primarista e atabalhoado, que venha a se estender por um tempo razoável um ciclo obscurantista.
Cedo para julgar, mas em tempo para receios quanto aos rumos do País e o estado das condições de sobrevivência da maioria dos brasileiros.
Das pretensões do governante e do perfil do time que escalou, não se pode esperar zelo para com a soberania do País, respeito aos preceitos constitucionais nem atenção às necessidades básicas, interesses e direitos da maioria que sobrevive do próprio trabalho.
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